Família de bebê que nasceu com 624 gramas: “Medicina e a fé salvaram nossa filha”
Família de bebê comemora vitória e batiza a criança no Santuário Nacional de Aparecida
Siga o Tribuna Online no Google
A pequena Eva de Paula Riguetti, de nove meses, carrega uma trajetória marcada por fé, ciência e superação. Nascida prematura, com 27 semanas de gestação e apenas 624 gramas, a bebê enfrentou um quadro considerado gravíssimo, com estimativa médica de 1% de chance de sobrevivência.
Após 81 dias internada em uma UTI neonatal de um hospital de Cachoeiro de Itapemirim e reagir ao tratamento, a recuperação passou a ser celebrada pela família, que marcou o desfecho com um batismo no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo.
“A medicina e a fé salvaram nossa filha. Os médicos diziam que o estado dela era muito grave. Um deles afirmou que as chances de sobrevivência eram de 1%. A saída desse quadro foi um milagre. Fizemos a promessa de que, se ela sobrevivesse, nós a levaríamos ao Santuário de Aparecida para agradecer e batizá-la”, contou a advogada Bruna Bello de Paula Riguetti, de 32 anos, mãe da criança.
Segundo Bruna, a cerimônia ocorreu no dia 20 de março. Eva nasceu em 28 de julho de 2025. A promessa foi cumprida ao lado do pai, o produtor Jhonatan Resende Riguetti, de 34 anos, com a presença de cerca de 30 familiares e amigos.
“Foi um momento de muita emoção. Tenho certeza de que a recuperação dela aconteceu por intercessão de Nossa Senhora. Eu acreditava que tinha fé, mas hoje vejo que ela se fortaleceu quando eu suplicava pela vida da Eva naquele leito de UTI”, relata Bruna.
Atualmente, Eva apresenta bom estado de saúde, sem sequelas, e pesa cerca de cinco quilos. A bebê completou nove meses na última terça-feira.
Ao relembrar os momentos mais difíceis, Bruna destaca a angústia vivida na UTI. “Foi um período de muita incerteza. Cada dia era uma luta, e a gente não sabia o que poderia acontecer.”
Sobre a fé que sustentou a família, ela reforça a importância da espiritualidade durante o tratamento. “Eu me agarrei muito a Deus. Em vários momentos, a única coisa que eu podia fazer era rezar e pedir pela vida da minha filha”.
Ao falar da recuperação, Bruna classifica o desfecho como extraordinário. “Ver a Eva hoje, saudável, sem nenhuma sequela, é algo que não tem explicação. Para nós, é um verdadeiro milagre. A Eva é a prova de que a fé e a medicina caminham juntas”, finaliza.
Bruna Bello de Paula Riguetti advogada: “Eu olhava para a Eva e encontrava forças”
A Tribuna: Quando os médicos falaram em 1% de chance, o que você sentiu?
Bruna Bello de Paula Riguetti Foi como perder o chão. Naquele momento, eu entendi que só a medicina não bastava e me agarrei ainda mais à fé.
Qual foi o momento mais difícil na época da UTI neonatal?
Era não saber se no dia seguinte ela ainda estaria ali. A incerteza era o que mais doía.
Em algum instante você pensou que não conseguiria?
Sim. Houve dias em que o cansaço e o medo quase me venceram, mas eu olhava para ela e encontrava forças.
Como nasceu a promessa de levá-la a Aparecida?
Foi em oração, no desespero. Eu pedi pela vida dela e prometi que, se ela resistisse, iria agradecer no Santuário.
O que passou pela sua cabeça ao vê-la sendo batizada?
Foi a confirmação de um milagre. Lembrei de tudo o que vivemos e senti uma gratidão que não cabe em palavras.
Hoje, ao olhar para a Eva saudável, o que fica dessa história?
Fica a certeza de que a fé e a medicina caminham juntas. E que a vida dela é um presente que a gente honra todos os dias.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários