Cresce compra de café solúvel capixaba por concorrentes
Colômbia, Vietnã, Indonésia e Holanda ampliam importações; indústria brasileira vê chance de revenda do produto em outros mercados
Um fenômeno recente tem chamado a atenção no mercado de exportação de café solúvel do Brasil: o aumento das vendas para países que são os seus principais concorrentes globais.
Destinos como Colômbia, Vietnã, Indonésia e Holanda — que também são fortes produtores e industrializadores de café — registraram altas significativas na importação do produto brasileiro.
Embora a dinâmica pareça contraditória à primeira vista, o setor produtivo nacional avalia o movimento de forma prática.
A principal hipótese, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Agnaldo José de Lima, é que essas nações comprem o café solúvel do Brasil para fins de revenda.
Dessa forma, elas importam o produto brasileiro, utilizam suas próprias embalagens e o distribuem para abastecer os mercados que já atendem.
Apesar de o setor precisar monitorar essas rotas comerciais para compreender onde o produto final é consumido, o cenário é visto com otimismo pelas indústrias brasileiras. O foco permanece na expansão das vendas globais, uma vez que os pagamentos estão em dia e a demanda externa segue aquecida.
“Para nós, o importante é vender. O que estão fazendo com o produto não nos interessa”, diz Lima.
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