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VOZ DO CAFÉ

Cinturão Verde

Entre hortas, feiras e logística, a produção de alimentos frescos sustenta o cotidiano e revela por que abastecimento é infraestrutura

Matheus e Marcus Magalhães | 13/06/2026, 07:00 h | Atualizado em 12/06/2026, 14:17
VOZ DO CAFÉ

Marcus e Matheus Magalhães

Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro

Quando falamos em agricultura no Brasil, quase sempre a imagem que aparece primeiro é a da grande lavoura, do porto, da exportação, da commodity que pesa na balança comercial. Essa imagem é verdadeira e importante. O agro de escala sustenta uma parte decisiva da economia nacional. Mas ela não conta a história inteira do campo brasileiro.

Há uma agricultura mais próxima, menos ruidosa e muitas vezes invisível para quem vive nas cidades. É a agricultura do cinturão verde, das hortas, frutas, raízes, legumes, ovos, pequenas criações, caminhões que saem de madrugada, feiras livres, mercados municipais e centrais de abastecimento. É ela que encosta diretamente na mesa do dia a dia.

No Espírito Santo, temos uma presença forte da agricultura familiar, com pequenas e médias propriedades espalhadas por regiões serranas, vales e áreas próximas dos centros consumidores.

Isso nos ajuda a corrigir uma distração recorrente. Abastecimento não é uma abstração. O tomate que chega ao almoço, a alface da salada, a banana da merenda, o inhame, a couve, o morango, a mandioca e tantos outros produtos dependem de uma rede complexa de produtores, estradas, água, assistência técnica, crédito, clima favorável e logística funcionando.

Não precisamos colocar o agronegócio e a agricultura familiar em lados opostos. Esse é um erro que empobrece a conversa. O Brasil precisa da força exportadora do campo, mas também precisa proteger e modernizar a agricultura que abastece as cidades. Uma responde ao mundo. A outra responde, todos os dias, à mesa de casa. As duas importam.

O cinturão verde também nos ensina algo sobre segurança alimentar. Quando a produção de alimentos frescos fica pressionada, o efeito aparece rapidamente no preço e na qualidade do que consumimos. A inflação do alimento não nasce apenas no supermercado. Ela começa muito antes, no custo do adubo, no diesel, na chuva que veio demais ou de menos, na ponte quebrada, no crédito que não chegou.

Falar do cinturão verde é falar da infraestrutura do país.Ela não aparece tanto no noticiário econômico, mas sustenta a vida concreta. Um Brasil que deseja crescer, exportar e se afirmar no mundo também precisa cuidar melhor da agricultura que acorda cedo para abastecer suas próprias cidades. Segurança 1 Cinturão Verdealimentar começa perto. E, muitas vezes, começa no pequeno produtor que quase ninguém vê, mas de quem todos nós dependemos.

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