"Não vou me omitir", diz Zema ao declarar apoio a Flávio Bolsonaro
Ex-governador mineiro diz que não ficará “em cima do muro”; já Trump elogia resultado de Flávio, mas evita declarar apoio formal
Romeu Zema (Novo) declarou nesta segunda-feira (5) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou o desempenho do candidato do PL no 1º turno como uma “grande vitória”.
Zema publicou um vídeo nas redes sociais para anunciar sua posição: “Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT! Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula, nem mais quatro ministros nomeados pelo Lula.”
O ex-governador de Minas usou o resultado das eleições para defender maior pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). “A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo tá muito clara: precisamos tirar os intocáveis de Brasília!”
Segundo Zema, o avanço da direita na Câmara e no Senado criou condições para pedidos de impeachment de ministros. Ele destacou que o Novo elegeu 10 deputados federais e três senadores e que o segundo turno terá como principal missão “derrotar o Lula e o PT”.
A repercussão chegou também aos EUA. Trump classificou como “incrível” o desempenho de Flávio, que terminou o primeiro turno à frente de Lula. “Bem, é uma grande vitória. Apertada, mas uma vitória muito grande. Incrível, na verdade”, afirmou a jornalistas ao deixar a Casa Branca.
Trump, porém, não declarou formalmente apoio ao candidato brasileiro. Na sexta-feira, quando havia sido questionado diretamente sobre isso, não respondeu. Disse que o 2º turno será “muito acirrado” e acrescentou: “Estamos de olho na coisa toda e acompanhamos essa eleição de muito perto”.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também comentou a disputa e afirmou que “todos esperavam” um segundo turno.
Trump ainda elogiou a rapidez da apuração brasileira. Disse que 125 milhões de pessoas votaram e que o resultado saiu no mesmo dia, usando a comparação para voltar a atacar o sistema eleitoral dos EUA.
Flávio e Lula voltam à urna no dia 25. O apoio de Zema reforça a tentativa do candidato do PL de reunir a direita brasileira em torno de sua candidatura, enquanto as declarações de Trump mostram que o confronto também está sendo acompanhado de perto em Washington.
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