ES lidera crescimento industrial no Brasil
De janeiro a agosto deste ano, indústria do Estado cresceu 17,7%, mais de 20 vezes a média nacional, puxada por óleo, gás e minério
A produção industrial do Espírito Santo cresceu 17,7% de janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, colocando o Estado na liderança do crescimento industrial entre os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço capixaba ficou muito acima da média nacional, que foi de 0,8%. Pernambuco aparece em segundo lugar, com crescimento de 13,9%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 7,1%.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada pelo IBGE e compilada pelo Observatório Findes.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, o resultado demonstra a força da indústria capixaba.
“O avanço da indústria de transformação é especialmente relevante porque significa agregar valor ao que produzimos, diversificar a atividade industrial e gerar mais riqueza, empregos qualificados e oportunidades para os capixabas”, afirmou Baraona.
O resultado foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 26,5% no Estado, impulsionada pelo aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção média de petróleo no Espírito Santo atingiu 252,9 mil barris por dia entre janeiro e agosto, alta de 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já a produção média de gás natural totalizou 7,2 milhões de metros cúbicos por dia entre janeiro e agosto, tendo crescimento de 57,6% frente ao mesmo período de 2025.
A produção offshore (em alto-mar), neste mesmo período de comparação, avançou 58,2%, por conta do crescimento no campo de Jubarte (53,6%) e no FPSO Maria Quitéria, que produziu uma média de 2,7 milhões metros cúbicos por dia no período, correspondendo a cerca de 54,9% de sua capacidade de 5 milhões de metros cúbicos.
“O maior volume produzido no ambiente offshore foi sustentado pelo FPSO Maria Quitéria, que operou com produção média de 68,6 mil barris por dia”, destacou a economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva.
Comércio lidera, com 612 empregos
O comércio foi o setor que mais criou empregos com carteira assinada no Espírito Santo em agosto, com saldo positivo de 612 vagas, segundo dados do Novo Caged.
O resultado, porém, não foi suficiente para evitar a perda de empregos no conjunto da economia. O Estado fechou 287 postos de trabalho no mês.
A agropecuária foi responsável pelo maior saldo negativo, com o fechamento de 1.497 vagas. Desse total, 981 estavam ligadas ao cultivo de café, resultado associado ao encerramento dos contratos temporários da colheita, apontou o Obervatório Findes.
No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, foram criados 21.403 empregos formais no Estado, 10,8% a mais do que no mesmo período de 2025, quando o saldo havia sido de 19.319 vagas.
Os serviços lideram o ano, com 10.079 empregos criados, seguidos pela construção, com 4.850; indústria, com 4.496; comércio, com 1.474; e agropecuária, com 504.
Ao final de agosto, o Estado tinha 937.609 empregos formais ativos, sendo 237.313 no comércio, o equivalente a 25,3% do total, conforme os dados do Caged.
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