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PAPO DE FAMÍLIA

Depressão, uma dor silensiosa

Os impactos invisíveis da depressão e a importância do tratamento e do apoio familiar

Cláudio Miranda | 06/04/2026, 12:22 h | Atualizado em 06/04/2026, 12:22
Papo de Família, por Cláudio Miranda

Cláudio Miranda, terapeuta de Família e Psicopedagogo Clínico

Claudio Miranda é psicopedagogo clínico, especialista em distúrbios de aprendizagem, com formação pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e atuação no Ambulatório de Psicologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em TDAH, dislexia, autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com publicação na Revista da FMRP-USP.

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          Imagem ilustrativa da imagem Depressão, uma dor silensiosa
Cláudio Miranda é da Diretoria da ATEFES (Associação de Terapia Familiar do ES), Terapeuta de Família, Psicopedagogo Clínico, Pós-graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. |  Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna

No decorrer da nossa vida nos deparamos com desafios a serem superados o tempo todo. Os problemas nos fortalecem interiormente aumentando nossa autoconfiança e possibilitando a construção de dias melhores. Contudo, nem todos se sentem preparados para lidar com os embaraços que surgem no dia a dia.

Um dos grandes dificultadores de uma vida saudável e harmoniosa é a depressão. Dentre os transtornos mentais, ela é a doença que mais cresce na atualidade e tende a ser crônica e recorrente, principalmente quando não é tratada.

A depressão é uma doença silenciosa, muitas vezes sem um conteúdo ou motivo aparente. Ela não sangra e não tem os mesmos sintomas físicos de outras doenças. Não é diagnosticada por exames clínicos ou de imagem. Como não tem sintomas aparentes e visíveis, muita gente a chama de preguiça, drama, fraqueza, falta de fé, falta de vontade.

Mesmo se algo maravilhoso estiver acontecendo, a pessoa continuará triste, sem ânimo e desesperançosa. Talvez, se ela sangrasse, seria socorrida mais rapidamente e compreendida. A depressão tem esse lado cruel: ela destrói sem fazer barulho suficiente para quem olha de fora.

Ela corrói o prazer, esvazia o sentido, pesa o corpo, desacelera a alma e ainda faz a pessoa se sentir culpada por não conseguir ser quem era antes. O sentimento de vazio e de abandono é muito grande.

Há alterações significativas de humor e situações de irritabilidade, ansiedade e angústia. Todo o psiquismo e comportamento do indivíduo muda. Coisas de que se gostava antes deixam de ser interessantes.

Alguns sintomas ficam muito evidentes como desânimo, cansaço fácil, incapacidade de sentir alegria e prazer nas coisas, sentimentos de medo e insegurança. Há uma grande sensação de inutilidade e fracasso. O raciocínio pode ficar mais lento e com episódios de esquecimento.

Na depressão o acompanhamento médico é fundamental para o tratamento da doença. O medicamento adequado ajudará o paciente na superação dos seus sintomas com a melhoria do seu humor e com isso voltar a viver com maior qualidade, assumindo tarefas e atividades que lhe proporcionem mais alegria e bem-estar.

Juntamente com o tratamento medicamentoso, deve-se buscar a terapia como caminho para a estruturação de uma agenda diária saudável e poder falar com um especialista de seus traumas e dores emocionais que demandam um certo tempo para serem elaborados e superados.

A rede de apoio familiar de quem sofre desse mal é de extrema importância. São eles que vão dar o suporte diário necessário à superação do quadro clínico apresentado.

Muitas vezes a família precisará receber uma ajuda terapêutica também para entender o que se passa. Em casos mais graves os cuidadores podem adoecer apresentando um cansaço permanente causado pelo estresse contínuo devido à responsabilidade de cuidar de alguém.

Dessa forma, a depressão precisa ser acompanhada no grupo familiar entendendo-se que a dor de um pode se tornar a dor de outros pela proximidade emocional e convívio. Não cabe julgamento nem condenação, cabe apenas acolhimento e presença.

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Claudio Miranda é psicopedagogo clínico, especialista em distúrbios de aprendizagem, com formação pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e atuação no Ambulatório de Psicologia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em TDAH, dislexia, autismo e outros transtornos do desenvolvimento, com publicação na Revista da FMRP-USP.

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