Dilemas de Filipe
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo, com justificável e merecido status de mais cara contratação da história do futebol brasileiro, mexe com a cabeça de todos — rubro-negros ou não. E por um simples motivo: como encaixar um jogador deste quilate num time onde o número de boas opções excede ao de vagas? Em resumo: apesar da versatilidade, onde jogará o meia considerado o 12° titular da seleção brasileira?
Em conversas com profissionais que fizeram parte da turma do técnico Filipe Luis nos 20 dias de estudo na Granja Comary, agora em janeiro, para a obtenção da Licença Pro da CBF, constatei que o mais provável é mesmo a formação de um losango com Pulgar no vértice mais baixo; Jorginho no direito; Paquetá no esquerdo; e Arrascaeta no vértice superior, por trás da dupla de atacantes. E essa é a questão…
O sistema de jogo de Filipe Luís é fundamentado na ocupação do campo do adversário, com a vital participação da linha de frente na retomada da bola.
Exatamente, como fazia o Flamengo de Jorge Jesus, onde ele, o então lateral-esquerdo, fazia papel de armador pelo meio.
Por vezes, até de terceiro zagueiro. A entrega dos atacantes na redução dos espaços gerava maior tempo de posse de bola no campo inimigo.
Num elenco virtuoso, a qualidade técnica acaba se encarregando do resto — e é assim que o técnico do Flamengo tem trabalhado. Por vezes, exigindo de seus jogadores carga de treinos acima do normal. Não só para mante-los na melhor forma física, mas condiciona-los no encaixe da marcação. Vem daí o desgaste com Pedro, que nem sempre cumpre o papel esperado, embora seja o mais eficaz na fase ofensiva.
Um dilema complexo. A transformação de Arrascaeta em atacante de área, tirando-o de uma zona de maior desgaste e o aproximando do gol adversário, faz do craque uruguaio a opção para a escalação de jogadores com mais mobilidade, como Plata e Carrascal, Everton e Luis Araújo ou Samuel Lino e Bruno Henrique.
Viram só a quantas combinações o treinador ganha a partir da formação do losango com quatro jogadores inquestionáveis?
Não é definição para se ter nesta decisão da Supercopa, domingo, contra o Corinthians, em Brasília. Nem cobrança para ser feita logo a partir da estreia de Paquetá. No entanto, me parece claro que, a chegada do novo astro obrigará o treinador a fazer escolhas nem sempre simpáticas à preferência do torcedor. Vejamos.
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