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Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
A bola começa a rolar para a disputa da Série A do Brasileiro e a contratação de Lucas Paquetá, que está sendo finalizada pelo Flamengo, por R$ 255,9 milhões, ajuda a ilustrar o quão valiosa é esta edição do campeonato com 20 clubes jogando na fórmula dos pontos corridos: com a chegada do meia de 28 anos, nestsa quarta-feira (28) no West Ham, mas revelado no Ninho do Urubu, a competição reunirá sete das dez maiores contratações da história do futebol brasileiro. Com um detalhe importante: três delas a serviços dos atuais campeões.
A lista das aquisições milionárias tem ainda Gérson, do Cruzeiro (R$ 168,8); Vítor Roque, do Palmeiras (R$ 162,1); Samuel Lino, do Flamengo (R$ 150,7); Danilo, do Botafogo (R$ 143,3); Pedro, do Flamengo (R$ 138); Tévez, pelo Corinthians de 2005 (R$ 136,5); Tiago Almada, pelo Botafogo de 2024 (R$ 130,8); Edmundo, no Vasco de 99 (R$ 126,1); e Gabriel Barbosa, no Flamengo de 2020 (R$ 126).
Ou seja: com exceção de Edmundo, Tévez e Almada, todos estarão “em cartaz” neste Brasileiro. Paquetá, inclusive, será o primeiro jogador adquirido por um clube brasileiro em operação superior a 40 milhões de euros.
E para se ter ideia do que isso significa vale ressaltar que nem todos os campeões de países da Europa têm fôlego para investir tal monta num só jogador - até pelas regras do Fair Play Financeiro (FPF) da Uefa, limitando os custos com elencos (salários, agentes e transferências) a 70% das receitas. Que é, na verdade, onde a CBF pretende chegar em 2028.
Com o inicio da profissionalização dos árbitros, anunciada pela CBF, em medida que se soma à implementação do impedimento semiautomático, somos induzidos a acreditar que o futebol brasileiro conseguiu avanços inimagináveis após a virada do século.
Da adoção dos pontos corridos, com ascenso e descenso, à criação de mecanismos de gestão de gastos, passando pela preocupação com a melhora na arbitragem. Com a padronização dos gramados e o aprimoramento do calendário, talvez tenhamos o campeonato tão sonhado.
De qualquer forma, ainda que estejamos iniciando uma atípica temporada, com os clubes presos à disputa dos Estaduais e com uma Copa do Mundo a dividir o ano em duas partes, não dá para esconder o tantinho de otimismo. Afinal, a CBF começa a se aproximar do futuro imaginado há 20 anos, quando da adoção da atual fórmula…
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