Máquinas de café ganham espaço nas cozinhas de casa
Movimento acompanha a popularização dos cafés especiais e une praticidade à busca por uma experiência mais sofisticada
As máquinas de café deixaram de ser exclusividade dos escritórios e cafeterias e ganharam espaço nas cozinhas de casa. O movimento acompanha a popularização dos cafés especiais e une praticidade à busca por uma experiência mais sofisticada.
O novo hábito ganhou força especialmente após a pandemia de covid-19, segundo Danielly Medeiros, diretora da Café.Express, empresa capixaba que vende e aluga máquinas superautomáticas.
“O avanço do home office contribuiu para esse movimento. Ao mesmo tempo, houve um aumento do interesse pelo café em um aspecto mais sensorial e estético, valorizando aromas, sabores e todo o ritual em torno da bebida”.
Por conta disso, atualmente o mercado possui uma série de modelos disponíveis que também podem ser usados em casa.
Entre as opções estão as máquinas de cápsula, que podem custar de cerca de R$ 300 a R$ 1 mil; os modelos manuais, voltados para quem prefere participar mais do preparo, e as máquinas automáticas e superautomáticas, que moem o grão e fazem praticamente todo o processo sozinhas.
Assim, a principal dica para fazer uma boa compra, de acordo com o diretor da Café.Express, Stefan Furley, é entender qual é a rotina de consumo da família e o que se espera do equipamento.
“Quem procura praticidade pode buscar as máquinas superautomáticas; já para quem gosta do ritual de preparar o café, o ideal seria uma máquina manual”.
Escolha
Mas, para além da máquina, é preciso escolher bem o café que será usado. Além de ser 100% arábica, o consultor e proprietário da Imagine Coffee, Waschintom Mageski, diz que uma boa recomendação é preferir café em grãos.
“Dessa forma, é possível preservar melhor as características da bebida, além de se ter mais segurança sobre o produto que está sendo consumido”, explica.
E a forma de preparo também interfere no resultado. A barista do Café Meridional, Josi Costa, acrescenta que fatores como moagem, temperatura da água, quantidade de café e método de extração precisam estar ajustados. “É importante testar para chegar em um resultado que agrade”.
Você sabia?
Cafeteiras elétricas tradicionais custam entre R$ 100 e R$ 350. Já as de cápsula variam de R$ 230 a R$ 600 e oferecem grande praticidade para doses individuais. Máquinas de café expresso custam de R$ 500 a R$ 2.300.
Patricidade
Novas formas de preparo
O advogado Phelipe Magnago, 48 anos, mantém uma máquina de café em casa há 15 anos.
Entre os motivos, segundo ele, estão a praticidade, a possibilidade de consumir a bebida sempre fresca e a liberdade para experimentar novas formas de preparo.
“O café, para mim, é sagrado. Tomo todos os dias e gosto de escolher os que têm melhor qualidade. A máquina me permite isso, então eu não abro mão. Acho que vale muito a pena”, explicou.
Fique por dentro
Em casa
- As máquinas de café vêm ganhando espaço nas residências por unirem praticidade e experiência de cafeteria. O movimento foi impulsionado pela pandemia, popularização dos cafés especiais e interesse em preparar em casa bebidas como expresso e cappuccino.
Alguns tipos de máquinas
Cápsulas
- São as máquinas mais simples atualmente. A dose já vem pronta e o café já está moído.
- Assim, o preparo da bebida exige poucos passos.
Manuais
- Nesse tipo, o consumidor consegue ter mais controle sobre o preparo do café.
- Para fazer, é preciso moer o grão, dosar, prensar e acompanhar a extração.
Superautomáticas
- Elas moem a quantidade exata de grãos para uma xícara, dosam e compactam o pó, fazem a extração do café e realizam até mesmo uma autolimpeza.
1. Cuidados
- Antes da compra, vale verificar se há assistência técnica, peças de reposição e garantia para o modelo.
- A limpeza regular também é fundamental, porque café e leite deixam resíduos.
- Os equipamentos também precisam de manutenção preventiva, com troca de vedações, lubrificação e revisão de componentes.
2. Público
- As máquinas automáticas e de maior valor costumam atrair famílias e pessoas que buscam praticidade e já são consumidoras de café.
- Entre os mais jovens, há maior interesse pelos métodos manuais e por bebidas como cafés gelados.
3. Métodos de extração
Café expresso
- A água passa pelo café sob pressão, resultando em uma bebida mais concentrada.
Cafés coados
- O método Hario V60 usa um coador cônico que controla a velocidade da passagem da água e resulta em uma bebida mais limpa, destacando aromas e notas sensoriais do grão.
- Já o coador de pano é um dos métodos mais tradicionais no Brasil, e produz uma bebida mais encorpada e com textura marcante.
4. Cafés especiais
- Os cafés especiais passam por maior controle desde a produção até a torra e costumam apresentar sabores e aromas mais perceptíveis.
- Dependendo da região de cultivo, da altitude, do processamento e da torra, podem surgir notas frutadas, cítricas, florais, achocolatadas, caramelizadas ou amendoadas.
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