Alerta
Folha de São Paulo
Apontado nos bastidores como desertor do G7 da CPI, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) diz que a comissão tem que prestar atenção aos limites da Constituição para que não tenha ações invalidadas no STF.
Ele afirma que a CPI vem exercendo papel fundamental, mas cria riscos para ela mesma, por exemplo, quando quebra sigilos fiscal ou telemático sem fundamentação e quando “extrapola a sua competência”. “Temos que respeitar os limites e os direitos fundamentais da Constituição”, diz.
Sete, sim
As ações mais polêmicas da CPI foram propostas pelo G7, do qual ele nega ter saído. “Estou onde sempre estive. Quero investigar, minhas votações são todas nesse sentido. O que eu não quero é desrespeitar os direitos fundamentais”, afirma.
Risco
A prisão do ex-diretor da Saúde Roberto Dias é analisada por ele sob esse prisma. “Deixa a CPI sujeita a decisões do STF, fazendo com que depoentes acabem indo para não falar”, diz.
Fronteiras
Sobre os ataques à CPI feitos por Jair Bolsonaro, ele volta a enfatizar a preocupação com o perímetro constitucional. “Na minha opinião, está errado, mas a democracia pressupõe que ele tenha o direito de se expressar como acha que deve, e nós devemos reagir da forma que achamos que devemos. Sempre dentro do limite legal”.
Fora
A bancada evangélica se somou à pressão para que Bolsonaro retire o deputado Ricardo Barros (PP-PR) da liderança do governo na Câmara.
Holofotes
Barros está no centro das denúncias relacionadas à compra da Covaxin, alvo de investigação da CPI da Covid.
Meio cá
A avaliação de ministros do STF é a de que André Mendonça não deve se alinhar automaticamente nem com a ala contrária à Lava a Jato nem com os defensores da operação, caso seja aprovado pelo Senado e assuma vaga na Corte.
Meio lá
Mendonça tem no histórico o combate à corrupção como bandeira e é visto como menos garantista que o presidente do STJ, Humberto Martins, e o PGR, Augusto Aras, que também estavam cotados para o posto.
No meio
Apesar disso, ele é muito próximo ao ministro Dias Toffoli, um dos maiores críticos da Lava a Jato, e a aposta é que se alinhará aos interesses de Bolsonaro, ao menos em um primeiro momento.
E agora
Prensado entre o derretimento da popularidade e a dependência do Centrão, Bolsonaro terá escolha difícil entre vetar ou sancionar o projeto de LDO com previsão de R$ 5,7 bi para o fundão. Em 2020, ele sancionou o valor de R$ 2 bi sob alegação de que poderia sofrer impeachment caso optasse pelo veto –o que foi refutado por especialistas.
Cruz...
O veto irritaria o Centrão, formado por parlamentares que são sua base de sustentação. A sanção geraria desgaste com os apoiadores, em número cada vez mais reduzido.
...E espada
“Hoje, ele tem menos apoio popular do que em qualquer outro momento e está mais dependente do que nunca da base no Congresso”, diz Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara.
Sumido
Presidente em exercício do Patriota, Ovasco Resende diz que conversou com Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) há cerca de 40 dias a respeito de seu futuro na legenda, com acerto de que o senador daria um retorno. Até agora, nada.
Rotas
“Se quiser tomar o partido, não é bem-vindo. Se for para fazer composição positiva, será bem-vindo”, diz Resende. A intenção do senador era a de controlar a sigla com seu pai. Com o fracasso no acordo com o presidente da sigla afastado pelo TSE, Adilson Barroso, Flávio reavalia a estratégia.
Estratégia
Uma das apostas dos apoiadores do distritão é incluir o chamado “voto preferencial” para atrair o apoio do Novo e aprovar o projeto na comissão especial da Câmara. A última votação sobre o tema acabou empatada.
Cópia
Utilizado em eleições de prefeitos e governadores dos EUA, o sistema dispensa o 2º turno e prevê o voto em uma lista de candidatos. Caso nenhum da lista consiga os 50% do eleitorado, o menos votado é eliminado e repassa sua votação à segunda opção. Isso ocorre até que um dos nomes da lista alcance a maioria.
Tiroteio
“O presidente da comissão transformou o colegiado em um quintal da extrema-direita porque sabia que ia perder a votação”.
De Fernanda Melchionna (Psol-RS), deputada, sobre a manobra do governo de interromper a sessão da comissão especial do voto impresso.
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Painel,por Folha de São Paulo