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PAINEL

Sentido

| 04/07/2021, 07:35 h | Atualizado em 04/07/2021, 07:39
Painel

Folha de São Paulo


As novas denúncias na CPI da Covid levaram mais militares para o pelotão de fardados enrolados ou que precisam dar explicações. O tenente-coronel Alex Marinho é acusado de ter pressionado servidor da Saúde para assegurar a compra da vacina Covaxin. Já o coronel da reserva Marcelo Blanco teria participado do jantar do suposto pedido de propina.

Para militares de alta patente ouvidos pelo Painel, os episódios desgastam a imagem do Exército, que deveria se posicionar.

Fraco

Para o general da reserva Francisco Mamede de Brito Filho, é o preço que as Forças Armadas pagam ao se misturar com o governo. “Essas pessoas que cederam a essa tentação de participar de um governo em troca de poder, ao aceitar o convite já demonstram certa fraqueza, certa despreocupação sobre o que representam em relação à instituição”.

Fala

Brito diz que, em sua visão, o comando do Exército deveria quebrar o silêncio para se dissociar de crises como essas mais recentes. Carlos Alberto dos Santos Cruz, general da reserva e ex-ministro de Bolsonaro, concorda.

Calma

Ambos ressaltam que os casos ainda precisam ser apurados e que ainda não há elementos que comprovem que os militares tenham se envolvido em ilegalidades.

Olha só

O Fórum das Carreiras de Estado vai utilizar o caso de Luís Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde que denunciou supostas irregularidades na compra da Covaxin, em propaganda contra a reforma administrativa proposta pelo governo de Jair Bolsonaro.

Proteção

A comunicação do Fonacate, que reúne entidades de carreiras como delegados e procuradores federais, quer mostrar que Miranda teve a iniciativa de denunciar possíveis irregularidades porque tem estabilidade por ser concursado, um dos pontos na mira da reforma.

Tesoura

O secretário-executivo do Coaf, Jorge Luiz Alves Caetano, disse na Câmara que o corte no orçamento feito pelo governo afeta a modernização do sistema do órgão. Com o investimento, disse ele, o trabalho de análise de comunicações de transações suspeitas seria mais ágil.

Retorno

Na Comissão de Fiscalização Financeira, ele disse que há expectativa para recomposição no corte de cerca de R$ 7 milhões.

Reação

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB) tem falado em criar mobilização fortíssima contra propostas contidas na reforma tributária do governo Bolsonaro, cuja segunda parte foi entregue por Paulo Guedes (Economia) à Câmara no dia 25 de junho. Skaf pretende criar uma frente de oposição às mudanças contidas no texto e mobilizá-la contra sua tramitação no Congresso Nacional.

A ver

Skaf deve fazer reunião com representantes de entidades de diversas categorias durante a semana. A Fiesp lançou campanhas de repercussão em governos anteriores, como a “Não Vou Pagar o Pato”, na qual um boneco de pato era inflado na Avenida Paulista contra o aumento de impostos.

Equidade

Observadores do mercado perguntam se Skaf fará o mesmo agora que o presidente é Bolsonaro, e não Dilma Rousseff (PT) ou Michel Temer (MDB) – o último foi alvo de um sapo inflável.

Futuro

O mandado de segurança impetrado pelos petistas Fernando Haddad e Rui Falcão (SP) para obrigar Arthur Lira (PP-AL) a pelo menos analisar um dos pedidos de impeachment do presidente Bolsonaro foi distribuído para a ministra Cármen Lúcia. Ela decidirá sobre o tema.

No pé

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Carlão Pignatari (PSDB), enviou representação ao conselho de ética da Casa contra o também deputado Carlos Giannazi por quebra de decoro parlamentar. O psolista diz ser alvo de perseguição política.

Repassa

Pignatari diz que teve sua honra atacada na sessão que discutiu projeto que autoriza a terceirização da inspeção sanitária de produtos de origem animal para empresas privadas. Giannazi disse, então, que Pignatari tinha interesse no tema –o presidente da Alesp e sua família são do ramo dos frigoríficos avícolas– e que a Alesp era um “puxadinho do tucanistão”.

Tiroteio

“Jean Wyllys, que deveria dar exemplo e parabenizá-lo, foi o primeiro a criticá-lo. Cadê o movimento LGBT?”

De Alana Passos (PSL-RJ), deputada estadual, sobre Eduardo Leite (PSDB-RS) ter se declarado gay e ser criticado por posições políticas.

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