Confusão para criar Corregedoria
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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A sessão de ontem da Câmara de Vitória, para instalar a Corregedoria, foi marcada, mais uma vez, por confusão. Primeiro por uma falta de entendimento entre os pares sobre o regimento interno da Casa. Segundo, porque o próprio regimento é omisso em diversas situações que têm ocorrido no Legislativo.
O artigo 423 diz que a eleição para a Corregedoria deve ocorrer em fevereiro e no mesmo formato da eleição da Mesa Diretora, o que não ocorreu. Uma chapa foi protocolada pelo presidente, Davi Esmael, com 5 nomes, no último dia 16. Porém, ao ser apresentada ontem ao plenário, não houve consenso.
Embora o regimento determine sorteio apenas em caso de nenhum vereador se inscrever para a vaga de corregedor-geral, foi estabelecido um sorteio para compor a chapa, que gerou mais confusão. Durante a votação da chapa sorteada – com as vereadoras Karla e Camila na composição –, a regra mudou. Em vez de votar na chapa, seria votado nome por nome. Foi feito então novo sorteio e nova votação, sob protestos.
Fala, presidente!
O presidente da Câmara de Vitória, Davi Esmael, defendeu a forma de criação da Corregedoria. Disse que na omissão do regimento para pontos da eleição, consultou a Procuradoria e optou pelo sorteio para ter um rito democrático. Sobre o novo sorteio da composição da Corregedoria disse que seguiu questão de ordem que questionou a votação por chapa.
Na cobrança
O vereador da Serra Igor Elson subiu à tribuna para criticar decisão do prefeito, Sergio Vidigal, que decretou multa para quem não usar máscara em locais públicos e privados. “Qual nossa função aqui?”, questionou o vereador, afirmando que não houve diálogo com os vereadores. Disse que tem sido cobrado por populares para que o poder público doe máscaras.
A cientista social Lohaine Jardim pediu sua desfiliação do PSB à presidência do partido em Vitória, mas antes de o pedido ser enviado ao cartório e antes de se despedir dos correligionários, foi excluída dos grupos de WhatsApp do PSB. “Foi muito deselegante e desrespeitoso como fui tratada”.
Projeto para zerar fila de exames
Deve ser votado hoje na Câmara de Vitória, em regime de urgência, projeto da prefeitura que cria uma tabela SUS municipal para credenciar clínicas médicas para fazer exames de oito especialidades. Com a aprovação do projeto e o credenciamento dos serviços, o prefeito Lorenzo Pazolini quer zerar uma fila de 58 mil pacientes que aguardam por exames especializados.
Erick sobe o tom contra aliado de Casagrande
O presidente da Assembleia, Erick Musso, subiu o tom ontem contra o presidente da Amunes, o prefeito Victor Coelho (PSB). Durante a sessão, Erick reclamou de um e-mail que Coelho enviou para a Casa pedindo a votação de decretos que declaram a calamidade pública de alguns municípios. “Victor Coelho, você vai respeitar a Assembleia. A Associação está faltando com respeito aos parlamentares”, disse Erick. O e-mail requer “urgência” na votação.
Galeria
Alvo é outro?
Alguns deputados foram pegos de surpresa com a manifestação do presidente da Ales, Erick Musso, sobre o presidente da Amunes. Mas a maioria acredita que o alvo é outro. O prefeito Victor Coelho foi procurado, mas não se manifestou sobre o fato.
Indireta no twitter
“Momentos de grandes crises são quando os homens públicos, de fato, se diferenciam dos oportunistas.” De Erick Musso, no Twitter.
Reatando o diálogo
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, chamou os vereadores ontem para falar sobre o projeto da tabela do SUS. As duas vereadoras, que não são da base aliada, também foram convidadas e compareceram.
Transparência
Foi aprovado na Comissão de Justiça da Câmara de Vila Velha projeto do vereador Flávio Pires que obriga a prefeitura a dar publicidade aos valores pagos em imóveis alugados.
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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.