Desafio é unir a cidade
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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O resultado das urnas, ontem, traz algumas reflexões. A primeira é que a Grande Vitória deu uma guinada à direita. Com exceção da Serra – onde dois candidatos de esquerda disputaram – Vitória, Vila Velha e Cariacica elegeram prefeitos de perfil ideológico mais à direita, embora não tenham adotado o rótulo. Vitória e Cariacica terão prefeitos vindos das forças policiais.
Outra é que a máquina pública não teve força para eleger seus apoiados. Pazolini, em Vitória, venceu a máquina da prefeitura (com Gandini) e do Estado (com Coser). Max Filho, com a máquina na mão em Vila Velha, perdeu a reeleição. E Fábio, apoiado pelo prefeito Audifax Barcelos, não obteve êxito.
Passadas as comemorações da vitória, um desafio se impõe: os prefeitos eleitos precisam pacificar e unir suas cidades. As campanhas foram acirradas, teve embates acalorados, com uma boa parcela votando contra o projeto vencedor e outra que preferiu não escolher. Com os números da pandemia aumentando, tudo que ninguém precisa é de uma cidade rachada.
Preocupante
A abstenção, ontem, bateu novos recordes. Na Serra, Vila Velha e Cariacica ela foi superior à votação dos que perderam a eleição. Somados aos votos nulos e brancos, é uma preocupação a mais aos eleitos, já que esse dado mostra também que boa parte da população rejeitou os dois projetos que disputaram e pode vir a somar numa possível oposição.
Antipetismo venceu
A votação também mostrou que o antipetismo é o maior partido no Estado. O PT não conseguiu eleger nenhum prefeito em terras capixabas. Em Vitória e Cariacica, muitos relatos de que Coser e Célia perderam votos por causa do partido. No último debate, Coser chegou a fazer uma autocrítica pelos erros da sigla, mas parece não ter sido suficiente.
Há três mandatos que Vila Velha não reelege o prefeito. O último a ser reeleito, por ironia, foi Max Filho, que governou de 2001 a 2008. Em seguida veio Neucimar Fraga, que perdeu a reeleição para Rodney Miranda, que, por sua vez, perdeu para Max e que agora perde para Arnaldinho Borgo.
Madureira e Freitas de volta
O ex-deputado Marcos Madureira, que teve o nome bastante mencionado durante a campanha de Vitória, volta à Assembleia no ano que vem com a eleição de Pazolini. Madureira fazia parte do núcleo de comando da Ales na Era Gratz. Virou conselheiro do Tribunal de Contas e se aposentou.
Freitas (PSB), aliado de 1ª hora de Casagrande, também volta à Ales com a eleição de Euclério em Cariacica.
Neucimar: aquele que perdeu, mas ganhou!
O ex-prefeito Neucimar Fraga vai assumir no ano que vem uma cadeira na Câmara Federal no lugar do deputado Sérgio Vidigal, eleito prefeito da Serra. Neucimar tentou a Prefeitura de Vila Velha, mas ficou em 3º lugar. “Acompanhei, mas não me envolvi diretamente na eleição da Serra para não me frustrar. Deixei Deus e o tempo conduzirem. Estou feliz em poder voltar para o Parlamento. Quero produzir muito em favor do Estado”, disse, feliz da vida.
Galeria
Dobradinha PDT-PSD
E teve dobradinha PDT-PSD nessas eleições. O deputado Enivaldo (PSD) foi eleito prefeito de Barra de São Francisco e abriu vaga na Assembleia para Luiz Durão, do PDT. Agora, Vidigal (PDT) foi eleito prefeito e abriu vaga para Neucimar, do PSD.
Sem viradas
Ao contrário de 2016, o resultado das urnas nesse ano repetiu o resultado do 1º turno, sem viradas.
Representação feminina?
E o Estado continua com só uma mulher eleita prefeita.
Arraes of card
Polarizada e com brigas de família, o pleito do Recife, que elegeu João Campos em detrimento da prima Marília Arraes, rendeu muitos memes.
Após as eleições...
Os olhos se voltam para o aumento de casos de Covid-19 no Estado.
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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.