Articulação para presidir a Câmara
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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Ainda não se sabe quem será eleito prefeito de Vitória, mas na Câmara da capital, vereadores reeleitos e novatos já se articulam para presidir o Legislativo no ano que vem. A eleição da Mesa Diretora ocorre em 1º de janeiro, após a posse.
Um grupo de WhatsApp foi criado com alguns eleitos – não há confirmação da quantidade, mas seria a maioria. Esse grupo seria capitaneado por Denninho Silva, que já teria conversado com 9 outros colegas. O grupo chegou a marcar um almoço, que depois virou um café da tarde, na semana passada. No encontro, decidiram que a definição do nome a ser apoiado sai semana que vem. Dois eleitos confirmaram à coluna.
Dois nomes estariam cotados para receber apoio dos demais numa chapa à presidência: Denninho e Davi Esmael. Quem apoia Davi diz que ele é mais articulado, mas é da direita religiosa e poderia impedir o diálogo com vereadores de esquerda. Já quem apoia Denninho sustenta que ele tem o peso da maior votação, mas é muito explosivo no trato com os colegas.
Camila e Karla de fora
As duas únicas mulheres eleitas na Câmara de Vitória, Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT), não fazem parte da articulação da maioria dos vereadores para definir a presidência da Casa. Consultadas, as duas disseram que não foram incluídas no grupo do WhatsApp e nem convidadas para nenhum encontro para debater o tema.
De olho em Linhares
Reeleito para o 5º mandato na Câmara de Linhares, Carlos Almeida (PDT), atual 1° secretário da Mesa Diretora, também está de olho na presidência e anda dizendo que dessa vez não vai abrir mão da disputa. O fato de só 3 dos 17 vereadores terem sido reeleitos, pode ser um ponto positivo, já que a tendência é eleger alguém experiente para o 1º biênio.
Novo normal
Com o mapa de risco do Estado cada vez mais amarelo (risco moderado), os políticos, muito acostumados a tomar café na casa de um, água na casa de outro, estão tendo que se adequar. O deputado Hércules Silveira, no auge dos seus 81 anos, se previne: “Não como nada fora de casa, não bebo nem água”.
Apoios
O vereador de Vitória Vinícius Simões (Cidadania) declarou apoio a Coser. “Eu sou Gandini. Fiquei neutro por um tempo, mas diante da situação, acho que Coser será melhor para a cidade. Não é pelo petismo, é pela cidade”.
Já Aridelmo Teixeira (Novo), fundador da Fucape, apoiou Coronel Nylton no 1º turno e agora gravou vídeo para programa de TV de Pazolini. “Se você quer uma cidade de paz e igualdade, vote em Pazolini”, disse ele.
O reduto geográfico e o reduto ideológico
Os dois vereadores eleitos mais votadas de Vitória – Denninho Silva (Cidadania), com 7.213 votos, e Camila Valadão (Psol), com 5.625 – tiveram votação diferenciada. O eleitorado de Denninho preza por uma atuação de “síndico” do bairro. Ele teve maior votação em 5 bairros da Grande Goiabeiras, onde já atua. Já Camila, que mora em Goiabeiras, tem reduto no campo nas ideias. Ela venceu em Jardim Camburi, Jardim da Penha, Mata da Praia, Santa Luíza e Santa Lúcia.
Psol na classe média
Chama a atenção uma candidata do Psol, ter vencido em Jardim Camburi – reduto de Gandini e Maurício Leite – e Jardim da Penha – reduto de Luiz Emanuel. Maurício e Luiz apoiam Pazolini. Camila apoia Coser.
Direito de resposta
A Justiça Eleitoral concedeu a Coser direito de resposta após coligação de Pazolini dizer, em inserções, que ele tirou dinheiro da ação social para pagar consultoria. A decisão entendeu que a peça extrapolou a crítica e que consta nos autos do processo que Coser foi absolvido.
Mãe ficou por último
O depoimento da mãe do candidato a prefeito Delegado Pazolini, Margarida, ficou para o último dia de programa eleitoral de TV, ontem. Ela falou que, quando criança, Pazolini subia num banco e discursava para os primos: “Quando prefeito for, farei”.
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PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.