Padre Reginaldo Manzotti: "Deus não mandou a pandemia, mas aconteceu, as pessoas estão causando o seu próprio caos"
Redação A Tribuna
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Não há distinção de ritmos quando o assunto é evangelizar! Pelo menos para o aclamado padre Reginaldo Manzotti. Ele acaba de lançar nas plataformas digitais as músicas do quinto DVD, “Tempo de Inovar”, pela Universal Music, gravado em Curitiba no ano passado com a presença de mais de cinco mil pessoas.
Em 16 faixas, o sacerdote mistura sertanejo, country, arrocha, bachata, orquestra e até funk, além das batidas eletrônicas produzidas exclusivamente pelo DJ Alok. Outros convidados são os cantores sertanejos Naiara Azevedo e Gustavo Mioto.
“Não existe ritmo que não combine! Todos combinam, já que o ritmo é como se fosse uma forma de levar uma mensagem. O que é católico é a letra, a disposição, o público. Todos os ritmos cabem na evangelização”, afirmou em entrevista por telefone à Coluna Religião.
Durante o bate-papo, padre Manzotti também falou sobre a pandemia do novo coronavírus e fez um alerta: “Deus não mandou a pandemia, mas aconteceu, as pessoas estão causando o seu próprio caos. O ser humano está brincando de ser Deus.”
Os vídeos do DVD “Tempo de Inovar” estão sendo lançados toda terça-feira, no canal oficial de Manzotti na Vevo (youtube.com/Padremanzottivevo). O primeiro, lançado ontem, é o vídeo da canção “A Felicidade Mora Aqui”, que conta com a participação especial de Gustavo Mioto.
ENTREVISTA | Padre Reginaldo Manzotti
Padre Reginaldo Manzotti - Eu gosto muito de música eletrônica, já escutava eletrônico, outros DJs, em especial o DJ Alok. Além disso, ele é engajado nas questões humanitárias. Os jovens escutam música eletrônica, e a intenção é chegar aos jovens.
Música eletrônica combina com música católica?
Não existe ritmo que não combine! Todos combinam, já que o ritmo é como se fosse uma forma de levar uma mensagem. O que é católico é a letra, a disposição, o público. Todos os ritmos cabem na evangelização.
E como foi gravar com Naiara Azevedo e Gustavo Mioto?
Com Naiara, escolhi a música “Hora de Amar”, que fala de amar mais. Ela é uma pessoa muito querida. A música diz que é preciso amar mais, abraçar mais. Não abraço físico, que não está sendo possível nos tempos de pandemia, mas abraçar na caridade, no afeto. Já com Gustavo Mioto, canto “A felicidade mora aqui”, uma música sobre felicidade. Gustavo tem um público jovem, e minha disposição é falar com os jovens que a felicidade está perto. O Covid-19 está fazendo com que a gente redescubra a felicidade de estar em família.
No seu novo trabalho há também sertanejo, country, arrocha, bachata, orquestra e até funk...
Em “A Rocha é Jesus” a gente faz uma brincadeira de chamar as pessoas para a “rocha” verdadeira, que é Jesus. Essa música está em ritmo bachata.
Como imagina que será o mundo após a pandemia do coronavírus?
Serão mudanças em várias esferas. Na esfera digital, nós demos um salto de décadas. Na economia, o ser humano vai aprender que não basta estar sozinho. Vamos ver um cenário de pós-guerra, de recessão econômica muito grande. Mas é inaceitável vivermos uma crise política em meio à pandemia, é falta de discernimento dos políticos. Não sei se o ser humano vai ser melhor depois da pandemia, tenho dúvidas. Não sei se sofrer melhora. Deus não mandou a pandemia, mas aconteceu, as pessoas estão causando o seu próprio caos. O ser humano está brincando de ser Deus.
Acredita que a Igreja sairá mais forte após tudo isso?
É natural que em momentos de calamidade as pessoas acabem se voltando para Deus, elas se dão conta da brevidade da vida. O número de audiência das TVs católicas cresceu, as pessoas estão acompanhando as missas, estão voltadas para Deus. Quero crer que essa experiência seja para a vida. Com certeza a Igreja sai muito fortalecida.
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