Casagrande prestará contas na Ales
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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Enquanto Brasília pegava fogo com a saída do ministro Sergio Moro do governo Bolsonaro, pelas bandas capixabas, o presidente da Assembleia, Erick Musso, definia que a prestação de contas do governador Renato Casagrande será presencial, na Assembleia. “Será assim que a Ales voltar”.
Na quinta-feira, o governador enviou ofício a Erick pedindo para marcar a data da prestação de contas anual e que definisse o formato, já que a Assembleia suspendeu as atividades presenciais. Pela legislação, a prestação de contas teria de ser feita até o dia 3 de março, mas, Casagrande pediu adiamento, alegando agendas em Brasília. Na época, o cenário era de polarização por conta da negociação salarial das polícias.
O ofício chegou aos deputados da oposição que, nos bastidores, teriam feito pressão para que a prestação de contas não fosse remota. Erick, porém, nega. “Ninguém me pediu nada, mas não tem sentido ser online”. A data não foi marcada.
Por que agora?
Deputados da oposição teriam questionado o motivo do governador prestar contas durante a pandemia. Como as prestações costumam ter embates, com réplicas e tréplicas, o formato online reduziria o poder de fogo da oposição. A assessoria do governador disse que ele se colocou à disposição para prestar contas porque o prazo se encerra no dia 30.
Sessão volta na terça
Após a recuperação do presidente da Assembleia, Erick Musso, e do deputado Lorenzo Pazolini – os dois testaram positivo para coronavírus – a Ales vai fazer sua terceira sessão online na próxima terça-feira. Na pauta estão quatro vetos do governo e cinco projetos dos deputados, entre eles o que estabelece multa para quem divulgar fake news sobre epidemias.
Guedes é a bola da vez?
O cientista político e professor Irineu Barreto analisou ontem, em live do Tribuna Online, a repercussão política da saída de Sergio Moro. Além da perda do apoio popular, ele acredita que o ministro Paulo Guedes, que tem sido bastante contrariado nos últimos dias, pode ser o próximo a abandonar o barco, o que afetaria muito o tripé em que se apoia o governo – lavajatistas, liberais e a ala ideológica.
Após o longo discurso de Bolsonaro sobre a saída de Moro do governo, uma das hashtags mais comentadas foi a “# Nada com nada”. Bolsonaro citou a sogra, a avó da mulher, o cartão corporativo, o filho 04, o namoro do filho 04, o aquecedor da piscina olímpica, o Adélio, a facada e Marielle.
Mapa de risco da Covid-19 em debate hoje
O governador vai analisar hoje os dados de casos de coronavírus após a primeira semana de reabertura do comércio em 72 municípios – só a Grande Vitória e Alfredo Chaves ficaram de fora. A avaliação hoje pode fazer com que mais municípios voltem ao grupo com mais restrições e passem do risco baixo para o moderado ou até para o risco alto, com fechamento de novo do comércio não essencial. O Estado tem 1.585 casos confirmados com 47 mortes.
GALERIA
Os mascarados
A OAB-ES e a Caixa de Assistência aos Advogados disponibilizou máscaras laváveis para os advogados e colaboradores da Ordem em todo o Estado. Para retirar é preciso fazer cadastro e agendar horário.
Do jeito que corona gosta
Todo o 1º escalão do governo acompanhou o discurso do Presidente, um ao lado do outro, só com o ministro Paulo Guedes de máscara. O novato da Saúde ficou na última fileira.
Radicalização à vista?
Ao encerrar o seu discurso, Bolsonaro deixou o mercado político de cabelo em pé com o que pareceu o sinal de uma radicalização por vir: “A Pátria vai ter, de cada um de nós, o seu empenho, o seu sacrifício e se for necessário o seu sangue”.
E agora?
Parlamentares capixabas que apoiam tanto Bolsonaro quanto Moro se abstiveram de tocar no assunto, ontem, nas redes sociais.
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Plenário, por Eduardo Maia
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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.