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PLENÁRIO

Majeski pede a desfiliação do PSB

| 18/03/2020, 10:23 h | Atualizado em 18/03/2020, 10:45
PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) entregou na terça-feira (17) uma carta ao seu partido pedindo a liberação para deixar a legenda sem perder o mandato. Com a carta de liberação, Majeski pretende entrar na Justiça e tentar trocar de partido a tempo de concorrer à Prefeitura de Vitória.

“Embora eu não reconheça a validade jurídica da prévia, acho que ficou meio claro que o partido tem seus projetos e eu tenho outros, há uma incompatibilidade de interesses. Em algumas pesquisas que eu tive acesso, eu pontuo muito bem, mas o partido preferiu outro candidato”, disse Majeski, referindo-se à consulta prévia que o PSB de Vitória fez no mês passado e que escolheu o vice-prefeito da capital, Sérgio Sá, para ser o pré-candidato a prefeito do partido.

Antes de enviar a carta, o deputado se reuniu com os presidentes estadual e municipal, Alberto Gavini e Juarez Vieira, na segunda-feira, e com o governador Renato Casagrande (PSB), na terça. “O governador ponderou que eu avaliasse a possibilidade de continuar no PSB se não der tempo de encontrar outra legenda até 4 de abril, mas ele disse achar legítimo eu ser candidato. Os presidentes disseram ser uma pena minha saída, embora discordem de alguns dos meus posicionamentos”.

Majeski, porém, não sai da legenda a qualquer custo. Vai esperar o parecer do Ministério Público Eleitoral, uma vez que o que está em jogo é o seu mandato na Assembleia – segundo a legislação eleitoral, a cadeira pertence à coligação ou partido e não ao deputado. Caso troque de legenda, pode ser acusado de infidelidade partidária e perder o mandato. “Se o parecer for contrário, eu não saio. Não fui direto à Justiça porque gostaria de sair sem rusga do partido. Entrei pela porta da frente, quero sair também pela porta da frente”.

Várias legendas já estão de olho no passe de Majeski, que foi o deputado mais bem votado na Assembleia (47.015 votos). Além da Rede, que já teria conversas avançadas, o deputado também já conversou com PP, DEM e PSD. “Não tenho nada fechado com ninguém”, afirmou.

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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.