Sabatina TV Tribuna/Band: Pazolini evita citar Magno Malta
Candidato a governador pelo Republicanos critica penas aos condenados pelo 8 de Janeiro e fala em "governar com diálogo"
Eduardo Maia
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O candidato a governador Lorenzo Pazolini (Rep) concedeu ontem entrevista à TV Tribuna/Band, como parte da série de sabatinas promovida pela emissora. Além de destacar pontos do plano de governo, ele foi questionado sobre temas políticos relacionados às articulações que levaram à sua campanha.
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Durante as respostas, Pazolini preferiu não responder diretamente a determinados questionamentos.
Quando perguntado sobre a coligação com o PL, de Magno Malta, e influência do senador em seu eventual governo, foi enfático:
“Já tivemos oportunidade de estar à frente da Prefeitura de Vitória, e governamos para todos. Assim que chegarmos ao Palácio Anchieta, vamos unir o Espírito Santo. As lideranças locais e comunitárias. Você pode ter pequenas divergências, e às vezes até dentro de casa. Temos que ouvir e dialogar. É isso que o Estado precisa. Quando o TRE proclamar resultado oficial, teremos novo período de paz. Não interessa com quem caminhou, acabou eleição e teremos gestão republicana”.
O que há de diferente?
A coluna destacou ao candidato que em 2024 o PL lançou candidato à Prefeitura de Vitória, e na época o Republicanos, de Pazolini, dizia que representava a “direita moderada”.
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Hoje, ambos estão coligados.
“A dinâmica das eleições é diferente. Naquele momento, fruto da autonomia partidária, o PL decidiu ter candidato. Acontece que o tempo mudou, foi a dinâmica social. Estamos falando dos 78 municípios, por isso houve a construção dessa coligação”.
Penas exageradas...
Pazolini também comentou as condenações de bolsonaristas envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, houve excessos e casos de pessoas condenadas sem terem praticado as condutas pelas quais foram acusadas.
“Muitas pessoas tiveram penas de 20, 25 e 30 anos, superiores às de estupro. É desproporcional. Se houve crime de dano, tem de apurar para eventualmente condenar. O que não dá para aceitar são penas tão altas”.
Resposta mais direta
Quando indagado se concorda com as condeções de forma mais veemente, Pazolini reafirmou:
“Não com os tempos das condenações. As penas aplicadas foram desproporcionais às condutas. Quem danificou objeto, utensílio, algo do patrimônio público, tem que responder por isso e ressarcir o dano, de preferência. Agora, as demais penas são absolutamente desproporcionais e descabidas”, ressaltou o candidato de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Estado.
Criticou “velha política”
O candidato também foi perguntado sobre o fato de adversários atribuírem a ele a visão de gestor que não dialoga com outras forças.
“Nós conversamos com todos ao longo da gestão. O que acontece é que uma parte da política capixaba ainda quer praticar condutas antigas, que já deviam ter sido deixadas de lado. Nós eliminamos isso, aquelas trocas, barganhas, conversas atravessadas. Queremos essa forma de gestão, não mais a velha política”.
Ex-governador apoia o republicano, mas...
Embora o ex-governador Paulo Hartung (PSD) tenha declarado apoio a Pazolini antes da campanha eleitoral, até o momento, não fizeram caminhadas ou apareceram juntos em fotos.
A coluna perguntou ao republicano se Hartung estaria com ele em eventual 2º turno, mas ele saiu pela tangente.
“De 2001 pra cá, o Estado mudou, cada ex-governador teve seu papel e respeitamos. Hoje, é tempo de olhar para o futuro. Aquela forma e soluções não são suficientes hoje”.
Sugere, então, que não deve caminhar com Hartung...
Queda de braço na capital
Enquanto o grupo com 15 vereadores da Câmara de Vitória que quer que a Casa paute a urgência para marcar a data da eleição da nova Mesa Diretora, a queda de braços continua no Legislativo da capital.
O presidente da Casa, Anderson Goggi (Rep), já foi notificado da decisão judicial, e agora a expectativa é que ele paute a urgência.
Resta saber se o presidente realmente fará isso.
Queda de braço na capital II
A coluna apurou que a Câmara de Vitória chegou a recorrer da decisão judicial que obriga a Câmara de pautar a urgência. Cabe destacar que todo esse imbróglio ocorre a 11 dias da Eleição Geral.
Clima fervendo...
Pode ter novo vereador...
Caso o candidato a governador Ricardo Ferraço (MDB) vença a eleição neste ano, interlocutores observam que Vitória ganhará um novo vereador: Gilsinho Passarinho (PP), que entraria no lugar do vice de Ricardo, Camillo Neves (PP).
Seria um vereador da região de Santa Martha.
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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.