Vídeo de Raquel Lyra sugerindo laqueadura sem consentimento repercute
Governadora do PSDB reconheceu erro após divulgação do vídeo em que sugere procedimento cirúrgico sem conhecimento da paciente.
Um vídeo divulgado neste domingo (20), gravado durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, repercutiu negativamente na campanha de Raquel Lyra (PSDB), candidata à reeleição.
As imagens, gravadas em 2025, foram divulgadas pela coluna de Andreza Matais, no portal Metrópoles (DF), e mostram a governadora sugerindo a uma pessoa, provavelmente profissional de saúde, que realize uma laqueadura em uma mulher internada na unidade hospitalar sem que a paciente saiba.
O que mostra o vídeo
A gravação tem 13 segundos de duração. Raquel Lyra aparece cercada por pessoas não identificadas no vídeo, quando uma mulher que parece ser servidora do hospital relata o caso de uma gestante em sua oitava gravidez. A servidora menciona então que "a gente bota na fila da laqueadura. Isso a gente pode fazer", é quando a governadora afirma:
"Mas faz sem ela saber!"
Veja o vídeo divulgado pelo portal Metrópoles:
Repercussão e resposta da governadora
O vídeo repercutiu fortemente nas redes sociais e em veículos de imprensa. Ainda neste domingo (20), a governadora divulgou um vídeo em suas redes sociais onde reconheceu que o que disse foi equivocado e desculpou-se.
"Eu peço desculpas. Foi uma fala equivocada. Eu não tenho compromisso com erro"
Veja o posicionamento de Raquel Lyra no vídeo postado no Instagram da governdora:
Posicionamento da oposição
O candidato a governador João Campos (PSB), líder da Frente Popular de Pernambuco, se pronunciou nas redes sociais na noite deste domingo (20) sobre a divulgação do vídeo. Segundo ele, a postura da governadora causa "indignação" e representa uma "violação da integridade física de uma mulher".
"Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher. Autoridades e gestores públicos têm o dever legal e ético de garantir direitos e proteger a população, jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física. Fazer 'sem ela saber' não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei"
Aspecto legal
O procedimento cirúrgico conhecido por laqueadura, quando realizado sem o conhecimento da mulher, é crime conforme a Lei 9.263/1996 (Lei do Planejamento Familiar).
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