Guardiões da Natureza leva estudantes da Serra à Rede Tribuna para ação ambiental
Estudantes que participam do projeto Guardiões da Natureza vivenciam atividades educativas sobre alimentação e consumo
Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Nova Carapina, na Serra, visitaram a sede da Rede Tribuna em mais uma ação do projeto Guardiões da Natureza, na tarde desta terça-feira (04). Os estudantes foram incentivados a refletir a respeito de escolhas mais conscientes para a preservação do meio ambiente.
Com o tema “Sabores que contam histórias: nossas escolhas e o futuro do planeta”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre a relação entre alimentação, cultura, memória, sustentabilidade e os impactos diretos da produção de alimentos para o meio ambiente.
“Sentimos que os alunos precisavam mesmo estudar esse assunto. Passamos documentários em sala de aula e eles conseguiram enxergar melhor o volume de alimentos que são desperdiçados diariamente”, contou Rosylene Frederich Merlo, professora de Língua Portuguesa na escola.
Ao longo dos próximos meses, estudantes do 7º e 9º ano do ensino fundamental II, de nove escolas dos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana participarão da programação especial do projeto.
Durante as visitas à Rede Tribuna, os estudantes têm a oportunidade de conhecer os bastidores dos principais veículos de comunicação do Espírito Santo, incluindo o jornal A Tribuna, o Tribuna Online, a TV Tribuna/Band, a Tribuna FM e a Legal FM.
Ao final do projeto, 18 alunos vencedores irão visitar a Reserva Ambiental Águia Branca, em Vargem Alta, e participarão de trilha ecológica e atividades educativas.
Em cada escola, dois alunos que escreveram as melhores redações serão premiados com a viagem.
Jheniffer Liutti, 14 anos, aluna do 9º ano da escola participante, teve sua redação escolhida. “Escrevi sobre o quanto os alimentos industrializados destroem o meio ambiente. Estou muito feliz por ter ganhado a visita, mal posso esperar para chegar o dia”, disse a adolescente.
O outro vencedor, Alessandro Peters, 15 anos, também do 9º ano, falou do aprendizado que obteve. “Foi muito interessante, com os documentários que assisti pude aprender muito sobre escolhas conscientes de alimentação”.
Fique por dentro
Mais de 1.500 alunos já foram impactados
Projeto Guardiões da Natureza
Foi idealizado pela Rede Tribuna em parceria com a Reserva Águia Branca, unindo conscientização pelo meio ambiente com a produção de redações.
Como vai funcionar?
Participarão alunos do 7º ao 9º ano de nove escolas públicas das cidades de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana.
Durante a visita à Rede Tribuna, os estudantes conhecerão as instalações do jornal A Tribuna, Tribuna Online, TV Tribuna e rádios Tribuna FM e Legal FM.
A temporada se encerra em outubro com uma cerimônia especial na Reserva Ambiental Águia Branca, em Vargem Alta.
Lá, 18 alunos e nove professores serão homenageados e receberão o certificado de Guardiões da Natureza, reforçando o papel de multiplicadores do cuidado ambiental em suas comunidades com atividades práticas de educação ecológica.
Impacto na educação
Consolidado como uma das principais ações socioeducativas da Rede Tribuna, o projeto já impactou mais de 1.500 alunos, 300 profissionais da educação e 27 escolas nas três primeiras edições.
Redações selecionadas
Sabores que contam histórias: nossas escolhas e o futuro do Planeta
Já parou para pensar que a comida conta uma história e nos traz uma memória afetiva?
Quando comemos um prato típico da nossa família ou uma fruta que cresce no quintal, como a goiaba e a jabuticaba que temos aqui em casa, estamos conectados com o passado e também com uma forma de viver que respeitava o ritmo da natureza.
Porém, hoje em dia, comer também define o amanhã. O tema “Sabores que contam histórias: nossas escolhas e o futuro do Planeta” nos mostra que colocamos no prato o que pode ajudar a preservar ou a destruir o meio ambiente.
Em primeiro lugar, a comida nos liga à nossa cultura e ao território. Antigamente, as pessoas cozinhavam apenas o que colhiam na sua região e respeitavam o tempo de cada estação, assim como a moqueca capixaba, feita com peixe fresco do mar e temperos que crescem por aqui sem precisar de ingredientes vindos de longe.
Hoje, o consumo exagerado de produtos químicos faz com que a gente esqueça esses sabores de verdade, que carregam a identidade de um lugar.
Sem contar que, para produzir tanta comida industrializada e embalada, grandes florestas são derrubadas e o solo fica esgotado. Valorizar o pequeno produtor e os alimentos da nossa região é uma forma de manter a história viva e a tradição de sabores que passam de pai para filho.
Além disso, nossas escolhas diárias afetam diretamente o clima. Alimentos vindos de lugares muito distantes geram muita emissão de poluentes no transporte, e o desperdício joga fora partes do
que poderiam ser totalmente aproveitadas. Comer mais vegetais e menos carne, aproveitar todo alimento e preferir o que é produzido perto de casa são atitudes simples que economizam água, reduzem danos ao meio ambiente e ainda nos fazem redescobrir sabores que são nossos.
Por fim, precisamos de formas de produzir alimentos que não destruam o solo. Se continuarmos explorando a natureza sem cuidado, não haverá colheitas nem sabores para as gerações futuras.
Conclui-se que a nossa cozinha é o lugar onde o passado e o futuro se encontram. Para garantir um mundo sustentável e saudável, precisamos fazer escolhas mais conscientes a cada refeição.
Afinal, cuidar do planeta é o único jeito de garantir que a nossa mesa continue cheia de histórias para contar
Jheniffer Tarlher Liutti, aluna do 9º ano da EEEFM Nova Carapina, na Serra.
Nossas escolhas e o futuro do planeta
A alimentação vai muito além de uma necessidade biológica: cada prato reúne tradições e culturas de diferentes regiões, no estado do Espírito Santo, por exemplo, temos a moqueca capixaba e a torta capixaba, acompanhados por pratos como pirão de peixe.
Esses pratos misturam influências indígenas e portuguesas, sendo preparada de maneira única, carregando grande valor histórico e cultural.
Mesmo com essa variedade da culinária capixaba, o desperdício de alimentos tem se intensificado nos últimos anos.
Muitas pessoas acabam comprando mais mantimentos do que realmente consomem, consequentemente, gerando um grande descarte e desequilíbrio, causando impactos econômicos e ambientais.
Nesse contexto, segundo as Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), cerca de 60% total dos mantimentos desperdiçados vêm das residências, já 29% vêm dos restaurantes e os outros 11% do varejo. Isso gera grandes impactos como o aumento da fome, excesso de consumo de água e energia durante a produção e a emissão de gases pela decomposição dos alimentos descartados, contribuindo para a degradação do meio ambiente e perda econômica na região.
Dessa forma, ter consciência do consumo dos alimentos é muito importante, pois desse modo podemos evitar o consumo em excesso e o descarte inadequado dos alimentos.
Assim, pequenas atitudes no dia a dia podem ajudar a minimizar os impactos ambientais e econômicos. Instituições como a Global FoodBanking Network (GFN), atuam no combate ao desperdício de alimentos e à fome por meio de parcerias com redes locais, resgatando mantimentos seguros para doação e promovendo sistemas alimentares sustentáveis, ajudando a trazer um futuro sustentável para o nosso planeta e para as futuras gerações.
Alessandro Peters Kinaake, 9º ano, EEEFM Nova Carapina, na Serra
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