Condenado por roubo de cargas é preso escondido no Espírito Santo
Condenado a sete anos no RJ, foragido foi localizado perto da Câmara Municipal da Serra após ação integrada entre PCES e PCERJ
Um homem de 32 anos, condenado por roubo de cargas, foi preso escondido no município da Serra, na Região Metropolitana da Grande Vitória, nesta terça-feira (07). A prisão ocorreu após uma ação integrada da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
"O homem foi condenado à pena de sete anos de reclusão, em regime fechado, por participação em roubos de cargas praticados no Estado do Rio de Janeiro, no ano de 2017", disse delegado Erick Lopes Esteves.
As policias do Espírito Santo e Rio de Janeiro compartilharam informações de inteligência, que levaram as equipes da PCES a realizar diligências que permitiram localizar o condenado nas proximidades da Câmara Municipal da Serra, no Centro da Serra. Durante as apurações, foi constatado que ele exercia a função de assessor parlamentar no município. No momento da abordagem, o homem não apresentou resistência e foi preso.
"A prisão demonstra a eficiência da integração entre as Polícias Civis dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro no combate à criminalidade e no cumprimento de decisões judiciais, reforçando que o compartilhamento de informações e a atuação coordenada são fundamentais para localizar e capturar foragidos da Justiça", informou o titular da DP de Jaguaré.
Após os procedimentos de praxe, o preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça do Rio de Janeiro para o cumprimento da pena.
O outro lado
O advogado do suspeito disse que a prisão foi "manifestamente ilegal, conduzida sob inadequada revelia, de forma que o assessor não tinha ciência dos fatos ali apurados e nunca assinou qualquer citação, procuração ou intimação referente ao crime imputado".
"Os absurdos do processo são latentes e serão devidamente assinalados e rechaçados nos autos, mediante a utilização de recurso próprio, a fim de comprovar a inocência dele sobre as infundadas acusações", disse o advogado.
Ele finaliza a nota dizendo que "o processo em questão apurou fatos de 2017, sem qualquer relação com a função ocupada pelo réu na Câmara da Serra."
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