Obras na BR-262 são tratadas como prioridade para emprego, turismo e indústria
Entidades e lideranças alertam que atraso mantém gargalos logísticos e pode ampliar perdas econômicas a partir de 2032
A avaliação de especialistas e representantes de entidades do Espírito Santo é de que as obras na BR-262 são urgentes e não podem demorar para sair do papel. Para eles, a modernização da rodovia é estratégica para destravar gargalos logísticos, impulsionar investimentos e reduzir custos de transporte.
O presidente da Federação das Indústrias (Findes), Paulo Baraona, salienta que a demanda por intervenções na BR-262 é antiga e que qualquer iniciativa que amplie investimentos em infraestrutura na rodovia é vista como “extremamente importante” pela Federação.
Na avaliação de Baraona, a não realização — ou mesmo a demora na execução — significa deixar o Estado “parado no tempo”. “Tanto Brasil quanto Espírito Santo não podem ficar presos ao século 20, discutindo gargalos que já deveriam ter sido superados. Uma BR-262 melhorada vai atrair investimentos, criar empregos e sustentar nosso crescimento econômico. Não é hora para discutir a importância da obra, mas acelerar sua execução”, afirma.
O diagnóstico é reforçado por lideranças do setor de turismo e por especialistas em logística, que defendem a necessidade de um cronograma capaz de tirar o projeto do anúncio e transformá-lo em obra efetiva, com resultados no curto e médio prazos.
Turismo mira 2032 e teme perda de competitividade
O presidente do ES Convention e executivo da Cooptures, Paulo Renato Fonseca Júnio, salienta que o turismo deve ter papel ainda maior para o Espírito Santo a partir de 2032, quando a reforma tributária estará em sua última fase de transição e pode causar perdas ao Estado e aos municípios — cenário que, segundo ele, pode ser compensado pela arrecadação do setor.
“Há urgência para que a melhoria ocorra até 2032, porque se não tivermos boas estradas, a dificuldade será ainda maior para alcançarmos nossos objetivos.”
Pontos destacados por representantes do setor:
2032: marco citado como período decisivo para o turismo diante da transição tributária
Necessidade de acesso rodoviário competitivo para sustentar metas de crescimento do setor
Indústria e logística: custos, empregos e atração de investimentos
O advogado Marco Túlio Ribeiro Fialho destaca que os impactos vão além da arrecadação pública. Segundo ele, uma logística deficiente afeta a geração de empregos, limita a expansão industrial e aumenta os custos das empresas. “Em um ambiente de maior concorrência entre os estados, infraestrutura de qualidade será um dos principais fatores de atração e retenção de investimentos”, afirma.
Já o presidente do Conselho de Turismo do Estado e da Associação Montanhas Capixabas Convention, Valdeir Nunes, ressalta que o empresariado local aguarda por obras na BR-262 há 20 anos. Embora o anúncio do edital pelo Dnit seja tratado como uma vitória para o setor, ele defende que a prioridade agora é garantir que o projeto avance para a execução.
“Será um avanço gigantesco para o Estado, mas não podemos ficar esperando. Há muita ansiedade porque se virar realidade, terá um impacto extraordinário para o turismo capixaba.”
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado, Fernando Otávio, afirma que é necessário que as obras cheguem até Belo Horizonte, para que o turista não enfrente dificuldade em nenhum momento da viagem.
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