Com três mudanças, Brasil entra em campo contra o Haiti pelo Grupo C
Após atuação abaixo do esperado diante de Marrocos, Brasil entra em campo contra o Haiti em busca de uma vitória convincente
Após uma estreia abaixo das expectativas na Copa do Mundo, diante de Marrocos, a Seleção Brasileira retorna aos gramados nesta sexta-feira (19) em busca da primeira vitória no torneio e de uma atuação convincente, para dar uma resposta imediata e retomar a confiança.
O adversário será o Haiti, em confronto marcado para às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, válido pela segunda rodada do Grupo C.
Na rodada inaugural, disputada no último sábado (13), o Brasil ficou no empate por 1 a 1 com os marroquinos. Embora tenha somado um ponto, a atuação da equipe comandada por Carlo Ancelotti gerou críticas e aumentou a pressão por uma resposta convincente no segundo compromisso.
A liderança da chave pertence à Escócia, que superou o Haiti por 1 a 0 na estreia. Os escoceses voltam a campo hoje para enfrentar justamente Marrocos, às 19 horas (horário de Brasília).
O retrospecto entre Brasil e Haiti é amplamente favorável aos brasileiros. Em três encontros, a Seleção venceu todos com goleadas. O primeiro ocorreu em 1974, em amistoso realizado em Brasília, com triunfo por 4 a 0.
Trinta anos depois, em 2004, as equipes se encontraram em Porto Príncipe, em partida comemorativa pela liberdade do povo haitiano, e o Brasil venceu por 6 a 0, com grande atuação de Ronaldinho Gaúcho.
O duelo mais recente aconteceu em 2016, pela Copa América Centenário, também em solo norte-americano. Na ocasião, a Seleção goleou por 7 a 1, com três gols de Philippe Coutinho.
Alguns atletas que participaram daquele confronto seguem ligados ao futebol brasileiro atual, como Alisson, Marquinhos, Fabinho e Casemiro.
Mais uma vez mantendo sigilo sobre a escalação, Ancelotti evitou antecipar a formação que utilizará contra os haitianos.
“Vou comunicar a equipe amanhã (hoje), mas na minha cabeça está definida. Não vou comunicar agora. Não é o momento. Eu não tenho problema em dar a escalação inicial a vocês. Futebol não tem segredo. Prefiro comunicar aos jogadores primeiro”, disse o treinador em entrevista coletiva ontem.
Com relação à dúvida no ataque, o treinador detalhou o que enxerga de positivo em cada atleta.
“Matheus Cunha tem mais qualidade de meia, um atacante diferente do Igor Thiago, forte nos duelos e agressivo na recuperação. Endrick não é nem um nem outro, é outra coisa. Para mim, é outra coisa. É um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar suas qualidades nesta Copa do Mundo e na próxima. Ele é paciente, não tem pressa. Vamos usá-lo no tempo certo”, afirmou.
Do lado haitiano, o técnico Sebastião Migné acredita que sua equipe tem condições de competir e promete manter a base utilizada na primeira rodada. A principal esperança ofensiva segue sendo o atacante Wilson Isidor.
“Nós temos que ter ousadia, mas logicamente sem abrirmos mão da nossa eficiência tática”, comentou o comandante de Haiti.
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