CBTU reprova 4 trens que viriam do RS e define chegada das composições de MG
Vistoria técnica descarta unidades por degradação, enquanto cronograma de Belo Horizonte prevê entregas entre maio e setembro de 2026
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A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) confirmou a reprovação de quatro das cinco composições que seriam transferidas do Rio Grande do Sul para o Recife. Após inspeção técnica realizada em Porto Alegre, constatou-se que apenas um veículo possui condições de uso.
Os demais foram descartados devido ao desgaste nas rodas, falhas em compressores e nos sistemas de suspensão, além de uma unidade estar inativa há seis anos com falta de equipamentos. A reabilitação teria um custo de R$ 32,5 milhões e um prazo de mais de três anos, o que inviabilizou o uso das composições para a capital pernambucana.
Em relação ao cronograma de Belo Horizonte, a CBTU detalhou que os seis trens mineiros foram aprovados em vistoria e estão aptos para operação. O calendário de entregas para 2026 está definido da seguinte forma:
- 1 trem em maio
- 1 trem em junho
- 1 trem em julho
- 1 trem em agosto
- 2 trens em setembro
O início da operação no Metrô do Recife está previsto para o mês de junho. Com a reprovação dos veículos gaúchos, o planejamento de 11 trens foi reduzido. Outro fator importante é que as composições reprovadas serão substituídas em um segundo momento.
Confira a nota enviada pela CBTU Recife ao Tribuna Online PE
Todos os trens de Belo Horizonte foram vistoriados e estão em plena capacidade de operação. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) descartou quatro das cinco composições que seriam transferidas do Rio Grande do Sul para reforçar a operação do Metrô do Recife.
De acordo com a companhia, uma equipe técnica formada por dez profissionais esteve nas oficinas da TrensUrb, em Porto Alegre, em abril, para avaliar as condições dos veículos. A inspeção constatou que apenas um dos trens apresenta condições de uso imediato. Os outros quatro, embora tenham respondido a testes preliminares de energização e tração, não atendem aos requisitos operacionais.
Os problemas identificados incluem desgaste crítico das rodas, já em nível de rejeição, e falhas em componentes considerados essenciais, como compressores de baixa confiabilidade e sistemas de suspensão pneumática que exigiriam substituição. Em um dos casos, o trem estava parado há cerca de seis anos e com equipamentos retirados. Com isso, a CBTU concluiu que a recuperação das quatro composições não é viável no curto prazo.
A estimativa apresentada aponta para um tempo mínimo de até 38 meses para reabilitação, com custo de aproximadamente R$ 32,5 milhões, além de R$ 7,5 milhões em adequações de oficina e cerca de R$ 25 milhões em logística de transporte. O investimento elevado e o prazo incompatível com a urgência operacional levaram à decisão de descartar os trens. Com isso, o plano inicial de incorporar 11 composições, sendo seis provenientes de Belo Horizonte e cinco do Rio Grande do Sul, foi reduzido. A previsão de início da operação é no mês de junho.
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