Festas, sexo em jacuzzi e prejuízo: brigas que levaram a expulsões em condomínios
Em um condomínio na Serra, o filho de uma moradora alegava receber primos em casa, mas promovia festas quinzenais até a madrugada
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Em um condomínio na Serra, o filho de uma moradora alegava receber primos em casa, mas promovia festas quinzenais até a madrugada. Após investigar, o síndico descobriu que os eventos eram pagos e divulgados como “Festquinta”.
Diante dos transtornos e dos danos causados por convidados ao salão de festas, banheiros e jardins, o condomínio proibiu os eventos e acionou a Justiça contra a moradora para pedir indenização por danos materiais, segundo o advogado Diovano Rosetti.
Prejuízo de R$ 10 mil
Em um condomínio na Praia da Costa, em Vila Velha, uma situação envolvendo uma vaga de garagem acabou gerando prejuízo de cerca de R$ 10 mil e muita dor de cabeça entre moradores. Revestimentos que seriam utilizados na reforma de um apartamento foram deixados na vaga de garagem do proprietário do imóvel. No entanto, um vizinho passou com o carro pelo local, atingiu o material e acabou danificando os pisos. Neste caso, o problema foi solucionado por meio de acordo entre as partes, sem necessidade de ação judicial, segundo o síndico profissional Leonardo Nascimento.
Sexo na jacuzzi
Um episódio envolvendo a jacuzzi de um condomínio em um bairro nobre de Vitória acirrou os ânimos entre vizinhos. Um morador levou cinco amigos para a área de lazer do prédio, onde o grupo teria protagonizado cenas de sexo explícito. Após ser notificado pela administração, ele alegou estar sendo alvo de perseguição e afirmou que a reclamação teria motivação discriminatória em razão de sua orientação sexual. O morador foi multado em cerca de mil reais.
Agressões
Desentendimentos por causa da construção de um muro que divide dois condomínios em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha, se arrastam há cerca de 20 anos. Em uma ocasião, quando funcionários deram início à marcação do terreno para a construção, um morador contrário teria agredido um funcionário e um idoso de 66 anos, segundo o síndico profissional Leonardo Nascimento.
O caso foi registrado na polícia e na Justiça. Após decisão judicial, com base em perícia técnica que constatou invasão de área entre os condomínios, foi determinada a suspensão da construção. A obra permanece sem execução até o momento, segundo o advogado Pacelli Arruda Costa.
Área comum vira quintal
Em um condomínio de bairro nobre de Vitória, uma moradora do térreo cercou parte da área comum do prédio e passou a utilizá-la como extensão exclusiva do apartamento.
O espaço virou quintal, abrigo para gatos e até recebeu uma piscina de uso individual, abastecida com água rateada entre todos os condôminos.
Além do uso irregular, a área cercada dificultava a manutenção da fachada e de aparelhos de ar-condicionado de outros moradores. Também houve reclamações sobre forte odor vindo do local. Sem acordo, o condomínio acionou a Justiça para retomar o espaço. O processo segue em tramitação.
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