Homem joga água quente, esfaqueia e dá marteladas em ex-mulher por ciúmes
Suspeito premeditou o crime retirando as lâmpadas do apartamento; Pernambuco registra média de 6 feminicídios por mês em 2026
Siga o Tribuna Online no Google
Enquanto vereadoras e movimentos sociais realizavam uma vigília na Praça do Derby, no Recife, para pedir o fim da violência de gênero, o torneiro mecânico Levi Belchior Coelis Pantaleão, de 46 anos, tentava assassinar a ex-mulher dentro de um condomínio no bairro de Dois Carneiros, em Jaboatão dos Guararapes. O crime, ocorrido na noite desta terça-feira (28), choca pela crueldade: Levi esperou a vítima no escuro e utilizou água quente para atingi-la, um facão e um martelo para golpeá-la.
Os detalhes foram divulgados nesta quarta-feira (29). O agressor confessou o crime à polícia, alegando ciúmes. Ele havia retirado as lâmpadas da sala para surpreender Gibia Victor da Silva, de 34 anos, assim que ela chegasse ao imóvel onde os dois ainda moravam, apesar de estarem separados há um ano. Policiais militares prenderam o homem em flagrante, sob forte protesto de vizinhos. Gibia foi socorrida e segue internada no Hospital da Restauração.
Um cenário de guerra contra a mulher
O caso de Jaboatão não é isolado. As estatísticas oficiais de Pernambuco revelam um cenário de guerra doméstica: até a metade de março de 2026, 18 mulheres foram assassinadas por maridos ou ex-companheiros no Estado. O número aponta para uma média trágica de 6 feminicídios por mês.
Na Praça do Derby, a vigília organizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara do Recife cobrou respostas das autoridades. "As delegacias da mulher não abrem 24 horas por dia. Falta uma política integrada entre prefeitura e governo estadual", criticou a vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), presidente da comissão. Para a vice-presidente, Kari Santos (PT), o ato foi um "pedido de socorro" diante da escalada da violência.
Detalhes do crime em Dois Carneiros
O casal viveu junto por seis anos e tem um filho de quatro anos que, por sorte, não presenciou a barbárie. As armas do crime — o facão e o martelo — foram apreendidas pela Polícia Civil. O agressor permanece à disposição da Justiça e deve responder por tentativa de feminicídio qualificado por emboscada e meio cruel.
Para mulheres como a tecnóloga Rosemari Cristina Pinto e a professora Mauriceia Santiago, que estiveram no Derby, a notícia de mais um ataque apenas confirma que a rede de proteção atual ainda falha em evitar que o agressor chegue à via de fato.
Veja todos os detalhes na matéria completa de Rafaella Pimentel, exibida no JT1, apresentado por Artur Tigre. É só clicar
Comentários