Suspeito é preso após ameaçar companheira com um facão em Vitória
Após ser ameaçada, vítima correu até o quarto, onde se trancou, e acionou a Polícia Militar. Contra o homem havia uma medida protetiva
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Um homem, 40 anos, foi detido pela Guarda Municipal de Vitória, na terça-feira (28), após acusar a companheira de esconder seu celular e ameaçá-la com um facão dentro da residência deles. Segundo a vítima, o homem estava sob efeito de álcool e drogas.
De acordo com o relato da vítima, após ser ameaçada, ela correu até o quarto, onde se trancou, e acionou a Polícia Militar. No entanto, o suspeito fugiu e foi encontrado pelos guardas próximo à casa onde a ocorrência aconteceu. Foi necessário o uso de força para deter o homem, que resistiu às ordens de parada. Ele foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória.
Segundo a Guarda Municipal, após a detenção do suspeito, guardas entraram em contato com o Ciodes para tentar localizar a vítima, que estava trancada dentro de casa com medo de sair e encontrar o suspeito. Em segurança, a mulher foi levada à delegacia para prestar depoimento.
Contudo, apesar de em desfavor do suspeito, haver uma medida protetiva, expedida em 2024, ele e a vítima moravam juntos.
A mulher relatou que já foi ameaçada e agredida fisicamente em outras ocasiões, incluindo, a ocasião que motivou o pedido da medida protetiva, quando o suspeito, depois de uma discussão relacionada ao uso de entorpecentes, tentou agredi-la com um pedaço de madeira e foi impedido por outra pessoa.
Na ocasião, foi concedido pela Justiça medidas protetivas de urgência contra o agressor, que o obrigava a manter distância mínima de 500 metros da vítima e proibia qualquer tipo de contato com ela, seus familiares e testemunhas, por qualquer meio de comunicação.
A vítima também havia sido incluída no Programa Patrulha Maria da Penha, que realiza o acompanhamento de casos de violência doméstica e reforça a fiscalização do cumprimento das medidas judiciais.
Orientação da Guarda
Segundo a Guarda Municipal, as medidas têm caráter protetivo e não são automáticas por tempo indeterminado, ou seja, podem ser mantidas conforme a necessidade e mediante manifestação da vítima.
Dessa forma, após o fim do mandado da medida, é importante que a vítima contate a Justiça, que deve avaliar a necessidade da continuidade.
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