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DOUTOR JOÃO RESPONDE

O retorno do sarampo

Doença pode afetar o sistema imunológico

João Evangelista Teixeira Lima | 22/04/2026, 10:01 h | Atualizado em 22/04/2026, 10:01
Doutor João Responde

Dr. João Evangelista

João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.

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“Mãe, hoje eu fui vacinado no colégio!”. “É mesmo, meu filho! Contra o quê?”. “Contra minha vontade!”. Acompanhando a humanidade há séculos, o sarampo é uma enfermidade altamente contagiosa, transmitida por aerossóis, através do contato entre pessoas. É frequentemente considerado uma patologia benigna, embora a mortalidade permaneça alta nos países em desenvolvimento. Complicações, como diarreia, otite, pneumonia e encefalite podem ser observadas.

O quadro afeta principalmente crianças pequenas, com pico de mortalidade nos primeiros três anos de vida.

Uma vacina viva atenuada foi desenvolvida em 1958, sendo licenciada nos Estados Unidos em 1963 e usada em todo o mundo. Essa vacina altamente, eficaz e bem tolerada, reduziu significativamente o número de casos de sarampo e salvou milhões de vidas. O sarampo já foi daquelas enfermidades que todos conheciam de perto, uma das famigeradas doenças da infância.

Ainda hoje, ele continua sendo um grande problema de saúde pública, causando mais de 100.000 mortes por ano, em todo o mundo.

O sarampo pode afetar o sistema imunológico, expondo os sobreviventes a um maior risco de contrair outras doenças infecciosas, potencialmente mortais.

Ao se espalhar pelo organismo, o vírus do sarampo é capaz de causar inflamação dos vasos sanguíneos e diversos sintomas, como febre alta, manchas vermelhas por todo o corpo, tosse, secreção nasal, conjuntivite e Mancha de Koplik, pequenos pontos brancos na mucosa da boca, característicos da doença.

O sarampo é registrado em todo o mundo, principalmente entre o final do inverno e o início da primavera. A transmissão aumenta depois de estações chuvosas, em países tropicais, como o Brasil.

Os maiores números de casos anuais, com epidemias a cada dois ou três anos, com potencial de afetar pessoas de todas as idades, ocorrem nos países em que a vacinação não atinge a maior parte da população. Naqueles que conseguem manter altos níveis de cobertura vacinal, o número de casos tem caído muito, ocorrendo apenas pequenos surtos a cada sete anos.

Uma das principais causas de mortalidade infantil, o sarampo foi sendo gradativamente controlado, graças às políticas de vacinação conduzidas ao longo de décadas.

Infelizmente, devido à queda nas coberturas vacinais, o contato de pessoas que contraíram a doença com aqueles não vacinados levou à ocorrência de surtos sustentados. Com isso, o país deixou de atender aos requisitos necessários para manter o certificado de eliminação.

Desde então, estratégias públicas de vacinação e vigilância vem sendo implementadas para tentar reverter o quadro no País.

Não existem fármacos específicos para combater o sarampo. O objetivo do tratamento é proporcionar alívio até os sintomas desaparecerem, o que demora cerca de três semanas.

Vacinação continua sendo a medida mais eficaz para evitar a circulação do vírus e proteger contra a doença, que pode ser fatal. Mentiras e desinformações ressuscitaram o sarampo.

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A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.