Grupo que aplicava golpes e fez família do ES perder R$ 400 mil é alvo de operação
Um dos oito integrantes da quadrilha foi preso durante o cumprimento de mandados prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro
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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso, na quinta-feira (16), durante a Operação Miragem, deflagrada pelas Polícias Civis do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, na capital carioca. Ele é suspeito de integrar um grupo criminoso especializado em aplicar golpes ligados aos crimes de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após uma família que mora no Espírito Santo ser vítima da quadrilha e perder R$ 397 mil durante suposta compra de uma caminhonete, por meio da internet.
O titular da Delegacia de Polícia de Jaguaré e Vila Valério, delegado Erick Lopes Esteves, explicou que, em junho, a família utilizou uma plataforma de vendas online para fazer contato com um vendedor para buscar mais detalhes sobre um veículo que haviam se interessado, avaliado em R$ 450 mil.
Diante disso, o suposto vendedor apresentou às vítimas uma carta de crédito de R$ 487 mil, que estava atrelada a um carro. Em seguida, ele passou o contato de um "corretor de confiança", advindo de uma seguradora conhecida, que se apresentou à família com todas as credenciais de um corretor legítimo e passou mais detalhes sobre a suposta carta.
Ainda segundo o delegado, o suposto corretor afirmou à família que o veículo pelo qual eles se interesseram já havia sido vendido, deixando as vítimas para escolherem um outro veículo do mesmo valor em qualquer lugar no Brasil.
"A vítima, como é o Espírito Santo, procurou uma concessionária de confiança, localizou um veículo no município de Linhares, passou o telefone do vendedor para o estelionatário e começaram as tratativas entre o estelionatário e o vendedor de confiança. O estelionatário era tão profissional que ele possuía todos os documentos necessários dessa corretora de seguro. Foi feito a tratativa, foram enviados os documentos, e o veículo chegou a ser faturado, mas não transferido. E, num certo momento, o estelionatário clonou esse Whatsapp desse vendedor", detalhou o delegado.
Após a clonagem do Whatsapp, o suspeito enviou a documentação necessária para que a vítima confiasse no suposto negócio e, em seguida, o comprador fez a transferência de R$ 397 mil, valor aceito pelo estelionatário, uma vez que só estava interessado no valor.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso movimentou R$ 25 milhões em um período de sete meses e tinha ligação com empresas de fachada. "Com a apurada investigação e na análise de dados que foi realizada, nós conseguimos encontrar algumas empresas de fachada que serão objeto de estudo das próximas operações", afirmou o delegado Esteves.
O delegado Esteves destacou, ainda, fatores que colaboraram para que a vítima fosse enganada pelo suspeito. "O estelionatário já sabe que a vítima quer adquirir o produto. Ela (a vítima) tem aquela vontade de adquirir aquele produto. E atrelada a dois fatores que é: essa vontade de adquirir o produto, a redução de que a vítima não pagaria o valor total do produto, pagaria uma parte, um desconto, atrai a vítima para fazer isso. E quando você clona o Whatsapp de uma conta de seguro, um corretor que existe, acabou.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e um de prisão. Além disso, também foi expedida uma ordem judicial para o bloqueio de contas e patrimônios, a fim de ressarcir as vítimas, incluindo a família, que, até o momento, recuperou R$60 mil.
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