Funcionária de financeira é presa suspeita de aplicar golpes em idosos no ES
Investigação aponta que a mulher usava a confiança das vítimas para obter cartões e senhas
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Uma mulher de 31 anos foi presa suspeita de praticar furto qualificado por meio de abuso de confiança, tendo como principais vítimas pessoas idosas. A prisão foi realizada na última quinta-feira (12), no bairro Arlindo Villaschi, em Viana, na casa da mãe dela.
De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, as investigações apontaram que a suspeita se aproveitava do emprego em uma financeira para conquistar a confiança de clientes idosos e cometer os crimes.
A mulher, identificada como Janete Serafim, atraía as vítimas para uma agência financeira onde trabalhava, localizada no município de Castelo, no Sul do Estado.
Segundo informações da repórter Júllia Cássia, da TV Tribuna/Band, ela se aproveitava da vulnerabilidade de algumas vítimas, como idosos e pessoas analfabetas.
Como o golpe funcionava
De acordo com as investigações, Janete utilizava o cargo para auxiliar clientes que tinham dificuldade em operar caixas eletrônicos. Com isso, conseguia ter acesso aos cartões e às senhas das vítimas.
A suspeita teria causado um prejuízo de cerca de R$ 12 mil, atuando juntamente com uma organização criminosa.
Uma das vítimas, um idoso de 64 anos, relatou à Polícia Civil que havia procurado a financeira para solicitar um empréstimo pessoal. Após ser atendido por Janete, que teve acesso ao cartão e à senha do cliente, ela informou que o valor solicitado seria liberado apenas no dia seguinte.
Nesse período, a suspeita também se ofereceu para ajudar o idoso a sacar o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social, acompanhando-o até a agência bancária.
Segundo o delegado Estevão Oggione, titular da Delegacia de Castelo, parte do dinheiro foi sacada na presença da vítima e entregue a ele. Em seguida, os dois retornaram à financeira.
Mais tarde, no mesmo dia, a suspeita voltou ao banco sem o conhecimento do idoso e realizou novos saques.
“A vítima só percebeu o prejuízo no dia seguinte, quando procurou a delegacia”, explicou o delegado. O idoso teve um prejuízo superior a R$ 2 mil.
Investigação e imagens
Para identificar a autoria do crime, a investigação contou com o cruzamento de informações sobre os saques e imagens de videomonitoramento.
“Conseguimos comprovar que ela retornou à agência sem o idoso e realizou o saque de forma ilegal”, afirmou Oggione.
O delegado também informou que não foi o primeiro caso com o mesmo modo de atuação. Em outra situação, a suspeita teria cometido crime semelhante e ainda cobrado uma “gorjeta” de R$ 200 da vítima.
“Novamente, com o auxílio das câmeras de segurança, conseguimos comprovar que ela realizou o saque”, disse.
Prática antiga
Segundo a Polícia Civil, Janete já estaria envolvida em crimes semelhantes desde pelo menos 2019.
Em um dos casos investigados, ela teria atuado junto com uma organização criminosa para retirar cerca de R$ 12 mil da conta de outra idosa, ficando com aproximadamente R$ 3 mil do valor.
As investigações também indicam que a suspeita pode ter cometido crimes até mesmo contra um familiar.
“É bem provável que existam outras vítimas que ainda não procuraram a polícia. Pedimos que quem tiver informações procure a delegacia mais próxima”, destacou o delegado.
Ele também reforçou a importância de familiares orientarem parentes, principalmente idosos, para evitar esse tipo de golpe.
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