“Investigadores da Ciência”: projeto leva alunos a explorar laboratório na Serra
Projeto leva alunos que acabaram de entrar na rede estadual de ensino para conhecer de perto o laboratório de Ciências
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Alunos do 6º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Marinete de Souza Lira, em Feu Rosa, na Serra, estão vivendo descobertas incríveis durante os encontros do projeto “Investigadores Científicos Mirins – Aprender, Explorar e Construir Saberes”.
É que eles acabaram de chegar na rede estadual, provenientes da municipal, e estão explorando as novas possibilidades de aprendizado.
De acordo com a professora de Ciências Rayane Rosa de Souza, a proposta tem como foco aproximar os estudantes do laboratório escolar e tornar o aprendizado mais dinâmico e significativo.
“Eles chegam no 6º ano e muitos nunca tinham entrado em um laboratório. Então eu mostro as vidrarias, eles conhecem cada equipamento e mexem no microscópio. Temos esqueletos, protótipos do corpo humano. Eles adoram”, conta.
Durante a prática, os estudantes aprendem a identificar os materiais utilizados nas aulas experimentais, como béquer, proveta e tubo de ensaio, entre outros, compreendendo suas finalidades.
Segundo a professora, a proposta vai além da apresentação do espaço físico. “Se eles visualizarem, criam interesse de uma forma mais fácil. Eles absorvem muito mais conhecimento na prática do que só em sala de aula”, afirma.
Na escola, que atende estudantes do 6º ano do ensino fundamental à 3ª série do ensino médio, o laboratório é utilizado não apenas nas aulas de Ciências, mas também por professores de Química, Física e Biologia, com alunos de todos os anos.
Graziely Ameixa Siqueira, diretora da instituição, fala que a prática está em um dos quatro pilares para educação. “O pilar 'Aprender a Fazer', do nosso tempo integral, que leva em consideração a formação integral do indivíduo, possibilitando o desenvolvimento das habilidades do estudante, o trabalho em equipe e a resolução dos problemas, conectando teoria e prática”.
Vitor de Angelo, secretário de Estado da Educação, destaca que o laboratório de Ciências é um espaço fundamental para que os estudantes possam colocar em prática aquilo que aprendem na teoria, tornando o conhecimento mais concreto e significativo.
Saiba mais
Alunos no laboratório
O projeto “Investigadores Científicos Mirins – Aprender, Explorar e Construir Saberes” busca ambientar os estudantes no laboratório escolar e fortalecer a aprendizagem prática desde o início da trajetória na unidade.
Os encontros acontecem durante as aulas. Com os alunos do 6º ano, geralmente são às sextas-feiras.
o espaço é compartilhado com outros alunos e professores da escola, com foco nas aulas práticas das disciplinas de Ciências, Química e Física.
Prática para todos
Aprender na prática fortalece o ensino integral. Segundo a diretora Graziely Ameixa Siqueira, a iniciativa está alinhada ao pilar “Aprender a Fazer”, do tempo integral, que prioriza a formação integral do estudante, com estímulo ao trabalho em equipe, à resolução de problemas e à conexão entre teoria e prática.
Exploração
Durante as atividades, os alunos conhecem vidrarias e equipamentos como proveta, tubo de ensaio e microscópio, além de participarem de propostas no formato maker, associando instrumentos às suas funções e compreendendo melhor os conteúdos estudados em sala.
Pertencimento
Para o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, o laboratório é fundamental para tornar o conhecimento mais concreto e significativo.
Ele destaca que a atividade contribui para o acolhimento dos alunos.
O que a educação fez por mim
Infância marcada por desafios
“Superei uma infância marcada por desafios, fui criado pela minha mãe e pela avó no bairro Boa Vista, em Vila Velha. Sempre estudei em escola pública e aos 18 anos ingressei como oficial do Exército Brasileiro, onde permaneci por mais de oito anos, alcançando o posto de 1º Tenente.
Atuei em diversas operações no País, inclusive em missão na fronteira com a Venezuela, e comandei uma companhia com cerca de 150 militares, adquirindo forte experiência em liderança, hierarquia e disciplina.
Durante o período em que estive no Exército, comecei a cursar Direito, mas demorei um pouco para me formar devido às missões – ficava fora por cerca de três, quatro e até seis meses em alguma operação – em diversas localidades do Brasil.
Me formei em 2022, dei baixa do exército em 2023,trabalhei com vendas e, concomitante a isso, fui estudando para a prova da OAB. Passei e atualmente atuo no escritório Amarildo Santos & Advogados Associados.
Hoje tento usar a expertise que ganhei com o tempo que passei no Exército, sempre utilizando a hierarquia e disciplina no meu dia a dia, pilares que sustentam a organização.
Me especializei em Direito do Servidor Público, também sou secretário-geral da Comissão Estadual de Exame da Ordem da OAB/ES e membro da Comissão de Precatório e RPV da Seccional da Ordem. Sou casado há 10 anos e tenho uma filha de dois anos”.
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