CVV: Centro de Valorização da Vida recruta voluntários para dar apoio emocional
Centro de Valorização da Vida está recrutando pessoal para dar apoio emocional a quem sofre de depressão
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Ser um amigo temporário. É esse o papel desempenhado por quem doa algumas horas para ser voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), que há décadas oferece um serviço de escuta anônima, gratuita e com empatia para pessoas em sofrimento emocional.
Para que o serviço siga firme acolhendo milhares de pessoas no Espírito Santo, o CVV está de portas abertas para recrutar novos colaboradores por meio do Programa de Seleção de Voluntários (PSV).
A seletiva será realizada em dois sábados, nos dias 7 e 14 de março, das 13 horas às 17 horas, na sede do posto, localizada na avenida Alberto Torres, 153, no bairro Jucutuquara, em Vitória.
Para se inscrever, basta acessar o site disponível por meio do link e preencher a ficha disponível. As inscrições seguem até o próximo dia 6.
Há 10 anos, a arquiteta e urbanista Ana Márcia Erler, de 62 anos, decidiu se inscrever no programa. Hoje, ela é uma das responsáveis pelo treinamento dos novos voluntários.
“O programa seleciona as pessoas que têm essa afinidade de escutar carinhosamente, sem querer interferir na vida do outro. A partir dos treinamentos, nós aprendemos a desenvolver a escuta empática e compreensiva”, explica.
Nos dois primeiros encontros, os participantes terão a oportunidade de observar como o trabalho é realizado e entender se aquilo é realmente o que buscam. Depois, o voluntário passa por um estágio para, então, fazer parte da instituição. Nessa segunda fase, serão oito encontros de treinamento, a partir de 21 de março, sempre aos sábados, no mesmo horário.
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021, foram mais de 15 mil casos de suicídio registrados no Brasil.
Nesse cenário, o CVV tem um importante papel, atuando 24 horas por dia, em todos os dias da semana, por meio do telefone 188, site e e-mail. Somente em 2024, os mais de três mil voluntários ofereceram 2,7 milhões de apoios a pessoas em sofrimento.
A aposentada Isabel Cristina Farias, 60, se voluntariou durante a pandemia, em 2020, em Porto Alegre, cidade onde nasceu, e se transferiu para Vitória em 2022.
Ela conta que, além de ajudar o próximo, o CVV transforma a vida de quem se voluntaria. “Só o fato de respeitar a opinião do outro é fundamental. No CVV, nos transformamos a cada dia, saímos de lá transformados”, diz.
Opinião
“Empatia”
“Oferecer uma escuta empática e anônima a alguém que está em sofrimento é ser um amigo temporário. É um amor que não tem limites, porque escutar o outro dessa forma ajuda o outro a se aceitar, se compreender e se sentir melhor”.
Saiba Mais
Atendimento ocorre durante 24 horas
Seleção de Voluntários
O CVV está com inscrições abertas para o Programa de Seleção de Voluntários (PSV), com encontros no sábado (7) e sábado (14), das 13 horas às 17 horas, na sede em Jucutuquara, Vitória.
Após os dois primeiros encontros, os candidatos passam por estágio e, na segunda etapa, participam de oito encontros de treinamento a partir de 21 de março, sempre aos sábados. Ao todo, serão três meses de curso.
Inscrições
As inscrições são feitas pelo site do CVV. Para se inscrever, é necessário ser maior de 18 anos, ter disponibilidade para participar das aulas do curso e no futuro realizar um plantão semanal de 3 horas e uma vez por mês participar de reunião de treinamento.
Escuta anônima e gratuita
O CVV oferece escuta anônima, gratuita e empática, 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo telefone 188, site, chat e e-mail. Em 2024, foram 2,7 milhões de atendimentos realizados por cerca de 3 mil voluntários no País
“Amigo temporário”
O trabalho é descrito como o de um “amigo temporário”, que acolhe sem julgamentos, conselhos ou censura. A escuta empática é vista como instrumento para ajudar a pessoa em sofrimento a se compreender e se aceitar.
O voluntariado exige formação inicial e atualização permanente, com foco em autoconhecimento e desenvolvimento da escuta qualificada.
Um dos principais pontos destacados é a necessidade de estar inteiro no momento da escuta, oferecendo atenção plena a quem busca apoio.
Suicídio
O suicídio é apontado como uma questão de saúde pública prevenível. Em 2021, o Brasil registrou 15.507 mortes, média de 42 por dia, segundo o Ministério da Saúde, com maior incidência entre homens.
O movimento Setembro Amarelo, criado em 2015, busca ampliar o debate e a prevenção, tendo como marco o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em 10 de setembro.
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