O que levou à interdição do ‘Camarote 305’ de influenciador no carnaval de Salvador
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A Polícia Civil da Bahia realizou na quarta-feira, 11, uma operação que mirou um esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio da venda de rifas ilegais na internet. Como resultado da ação, foram suspensas as atividades do Camarote 305 do carnaval de Salvador, que pertencia ao influenciador Diogo Santos de Almeida, conhecido nas redes como Diogo 305.
Segundo a polícia, a investigação identificou que o local era usado para “ocultar e dissimular” recursos da venda de rifas ilegais.
O local seguiu lacrado desde então e, durante o carnaval, passou a ser usado pelo policiamento do circuito Barra-Ondina como ponto de vigilância.
O Estadão busca contato com a defesa de Diogo Almeida.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, além do fechamento do camarote, a Operação Falsas Promessas 3 bloqueou R$ 230 milhões em bens e apreendeu uma aeronave adquirida pelo influenciador avaliada em mais de R$ 10 milhões.
Ao programa Fantástico, da TV Globo, os investigadores contaram que a compra da aeronave despertou suspeitas sobre a origem do patrimônio do influenciador.
“Quando houve essa comunicação dessa transferência de valores para aquisição desse avião, nós iniciamos o processo de investigação em relação ao investigado atual, Diogo”, afirmou Fábio Lordelo, diretor da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil da Bahia.
Diogo 305 era conhecido por vender rifas de itens caros, como carros de luxo, com cotas de valor unitário na ordem dos centavos. “Toda a ostentação feita por Diogo é incompatível com a venda dessas rifas a centavos”, completou Lordelo.
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Ao Fantástico, os investigadores afirmaram que o inquérito identificou transações financeiras entre traficantes e influenciadores de rifas, entre eles Diogo.
A venda de rifas só é permitida com fins filantrópicos e não pode gerar lucros.
A Polícia Civil da Bahia cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, São Paulo (SP) e São Bernardo do Campo (SP). Um dos endereços alvos das diligiências foi a residência de Diogo 305, onde foram encontrados dinheiro em espécie e munição de fuzil.
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