Piloto preso por chefiar rede de abuso a menores afirmou ter conhecido vítima no ES
Suspeito aliciava famílias das vítimas e realizava favores e pagamentos em troca de imagens das crianças
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O piloto preso suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, afirmou ter conhecido uma das vítimas durante uma viagem à Vitória, capital do Espírito Santo. A informação foi divulgada pelo programa Fantástico, neste domingo (15).
Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, foi preso na última segunda-feira (9), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em vídeos gravados no momento da prisão, Lopes, que trabalhava na Latam desde março de 1998 — e foi demitido na última quarta-feira (11/2) –, relatou aos policias como ele agia e mostrou tudo o que tinha no celular.
Nas imagens obtidas pelo Fantástico, o piloto admitiu que realizava pagamentos e favores para as famílias das vítimas, em troca de imagens e vídeos das crianças. Segundo o suspeito, ele admitiu que realizava pagamentos pelos conteúdos, que variavam de R$ 50 a R$ 100 para os responsáveis dos menores. Ele também teria pago aluguéis, comprado remédios e eletrodomésticos em troca dos abusos.
Ao ser questionado, o piloto admitiu que se encontrava com crianças e adolescentes em motéis espalhados pelo Brasil, além de manter conteúdos sexuais das vítimas no aparelho celular. A investigação apontou que o piloto afirmou ter conhecido uma das vítimas de quem tem registros no celular durante uma viagem à Vitória, capital do Estado.
Procuradas, a Polícia Civil de São Paulo e do Espírito Santo informaram que as investigações prosseguem, mas detalhes serão preservados por envolver menor de idade.
Investigação
O inquérito policial foi instaurado em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com a delegada Luciana Peixoto, o suspeito aliciava mães e avós das vítimas, com quem havia tido envolvimentos amorosos, e deixava claro nos encontros que “gostava de crianças”, segundo apuração da Polícia Civil.
Uma mulher de 53 anos, avó de três adolescentes, de 10, 12 e 14 anos, também foi presa durante a operação, suspeita de permitir e facilitar o encontro do piloto com as netas.
O suspeito é investigado por crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.
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