Cães com lesão na medula são usados em pesquisa da polilaminina
Atendimentos são coordenados pelo laboratório da pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro
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Enquanto o estudo clínico em humanos avança para comprovar a segurança da polilaminina em pacientes com lesão medular recente, a pesquisadora Tatiana Sampaio afirmou que os estudos acadêmicos já trabalham em outra frente: pessoas que convivem com lesões há mais tempo – os chamados casos crônicos.
“O céu é o limite”, afirmou a cientista ao comentar as possibilidades futuras da terapia.
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Segundo ela, o foco agora é estruturar uma estratégia que possa beneficiar pacientes que já ultrapassaram a fase aguda da lesão medular, o que ampliaria significativamente o alcance do tratamento.
Para isso, a equipe realiza estudos em cães que apresentam lesões na medula. Ela ressaltou que não há indução de lesão nos animais.
“A gente não faz a lesão do animal. Apenas trata aqueles que já têm a lesão naturalmente. Eles continuam vivendo em suas casas. É um estudo feito de forma descentralizada”, explicou a bióloga.
Os atendimentos são coordenados pelo laboratório da pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o laboratório Cristália, que também participa do desenvolvimento da polilaminina.
Sobre a possibilidade de estudos com humanos nessas condições, Tatiana enfatizou que é preciso aguardar os primeiros resultados nos cães – que devem ser conhecidos em menos de um ano.
“É um período que deve coincidir com a conclusão da fase 1 do estudo clínico em humanos. Se der certo, teremos um caminho muito promissor. Se não, precisamos ajustar e continuar”, concluiu.
Novos estudos
Em visita ao Estado, o presidente do laboratório Cristália, o médico Ogari Pacheco, destacou que a polilaminina não é a única pesquisa realizada pela instituição.
“Nosso diferencial é que investimos em pesquisas disruptivas, que são inovadoras de fato”.
Entre os estudos que devem ser anunciados em breve está o de uma vacina contra o tabaco. “Não tem no mundo. Nós já temos provas conceituais que permitem afirmar que ela é efetiva”, garantiu o presidente.
Outra pesquisa que também está no rol do laboratório é a de uma substância voltada para a recuperação de pessoas em overdose. “Nós vamos apresentar à sociedade essas novidades em breve. Há um grupo grande de desenvolvimento em curso”.
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