Moraes dá 24 h para que Bolsonaro explique posse de arma apreendida no DF
Pistola registrada no ex-presidente foi encontrada em blitz da PM; ministro também quer esclarecimentos sobre revistas em veículos do condomínio.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste sobre uma arma registrada em seu nome e apreendida nesta segunda-feira (15) durante blitz da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal.
Moraes quer saber "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente" e por que, às vésperas do encerramento do período de sua prisão domiciliar, teria solicitado um reparo no armamento.
A pistola estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República. Ele faz parte da equipe de segurança de Bolsonaro, conforme registro feito junto ao STF. A reportagem ainda não o localizou.
Estácio foi encaminhado a uma delegacia e relatou que ele levava a arma para conserto, devido a uma pane, e que pretendia devolvê-la nesta terça-feira (16).
Moraes também ordenou que o tenente-coronel Allenson Lopes, comandante do batalhão da PM responsável pelas medidas de segurança da domiciliar de Bolsonaro, esclareça se estão sendo feitos os procedimentos de revista nos carros que saem do condomínio do ex-presidente.
O ministro lembra que a revista é prevista em ordem judicial "inclusive nos veículos oficiais" que fazem a segurança de Bolsonaro, e que os celulares dos agentes do GSI devem ficar acondicionados fora da residência.
Em nota, a PM do DF disse que, em uma abordagem feita em Taguatinga (região administrativa do DF), "um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo".
"Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP."
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após ficar internado por duas semanas em um hospital de Brasília, com broncopneumonia bacteriana em ambos os pulmões.
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