“Eu vivo um filme de terror”, diz enfermeira vítima de stalking
Mesmo após a separação, enfermeira denuncia perseguição física e virtual do ex-marido e relata medo constante diante das ameaças e do monitoramento
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Casada com um empresário, em 2014, sob o regime de comunhão universal de bens, uma enfermeira, de 39 anos, conta que viu o seu relacionamento mudar a partir de 2017. O casal se separou em 2022.
À reportagem, ela contou parte da sua história, que inclui registro de boletins de ocorrência contra o ex-marido pelo crime de stalking (perseguição reiterada, física e virtual).
A Tribuna - Quem te persegue? Há quanto tempo?
Enfermeira - Sou vítima de perseguição (stalking) praticada pelo meu ex-marido, que vem me perseguindo de forma reiterada desde fevereiro de 2023. Isso começou após pedido de separação por parte dele, em 2022.
Se ele quis se separar, por que não te deixou em paz?
Ele é abusivo, manipulador, psicopata, stalker. Antes mesmo de me perseguir fisicamente e virtualmente, ele apresentava comportamento agressivo, com ofensas verbais, ciúmes excessivos e insatisfação com o regime de bens, e isso se agravou após evolução profissional e financeira.
Eu até contratei a empresa Detetive Rodrigues, pois o meu ex ocultou o patrimônio e colocou tudo em nome da mãe, irmão e do pai. Pagou de 2019/2024 mais de R$ 6 milhões de impostos e se faz de pobre. Tudo isso para não dividir o patrimônio e deixar de pagar pensão para o nosso filho de 4 anos, que é autista.
Consegue descrever o que ele fez contigo?
Colocou pessoas para me seguir e fotografar, me perseguiu de carro, descobriu meu endereço após eu me mudar e manter sigilo. Não é só isso: ele também vigia as minhas redes sociais. Eu vivo um filme de terror.
Como eram as perseguições virtuais?
A perseguição acontecia principalmente por meio das redes sociais. Ele pedia a funcionários e pessoas que tínhamos em comum cópias de todas as fotos e postagens que eu fazia, independentemente do conteúdo. Queria saber onde eu estava e com quem. Ele fazia isso simplesmente com a finalidade de me monitorar e me perseguir.
Isso é desesperador. Sinto medo, insegurança, sem saber o que pode acontecer.
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