Como atuava a quadrilha de mulheres que roubou R$ 700 mil na Praia da Costa
Grupo era liderado pelo pai de uma das suspeitas e levantava dados do imposto de renda e contatos de portarias para invadir imóveis
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Três mulheres e um homem foram presos, suspeitos de participar de uma quadrilha de São Paulo especializada em furtar vítimas de alto padrão em diferentes locais do Brasil. No Estado, o grupo invadiu e furtou mais de R$ 700 mil de um apartamento localizado na Praia da Costa, em Vila Velha, no ano de 2024.
Segundo informações do portal Metrópoles, a vítima foi a influenciadora Mirian Carter, ex-participante do reality show “A Grande Conquista”.
Os presos são Joel da Silva Santana, de 43 anos, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, apontado como mentor logístico do grupo. Ele é pai de outra integrante, Maria Luyza Silva de Oliveira, 20.
Já Rayssa Carneiro Arruda, 20, segundo investigações, vem de uma família formada por criminosos especialistas em furtos de luxo; e Carolina Arraes de Lima, 24, foi identificada após a análise de celulares dos outros integrantes.
Entre os pertences levados pelo grupo durante o furto ocorrido em março de 2024, na Praia da Costa, estavam dois AirPods da vítima, que auxiliaram na identificação dos suspeitos.
A localização dos eletrônicos levou os investigadores até uma pousada em Manoel Plaza, na Serra, onde o dono da hospedagem reconheceu o grupo.
A partir daí, com o trabalho da polícia, foram identificados os suspeitos. Uma das jovens não teria vindo ao Estado, mas auxiliou na fuga e na venda dos objetos.
Os criminosos usavam sites estrangeiros e da Deep Web para conseguir dados e traçar a rotina das vítimas, segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro.
O titular do Deic detalhou que, por meio desses sites, os suspeitos obtinham informações como nome completo, celular, endereços e contatos da portaria, além de dados sobre veículos, assinaturas digitais e até a declaração de imposto de renda da vítima.
“Com esse acesso, eles não vão no escuro. Eles estudam muito bem e vão migrando de estado para estado, o que dificulta a ação policial”, explicou Monteiro.
Investigações no Estado
A polícia investiga ao menos três furtos com participação da quadrilha no Espírito Santo. Um deles, em Vila Velha, em março de 2024, foi flagrado por câmeras de segurança. Nas imagens, é possível ver duas jovens chegando ao condomínio e saindo com uma mala.
De acordo com as investigações, a dupla foi até a portaria e afirmou que gostaria de acessar o apartamento para visitar um familiar.
Quem atendeu as jovens foi a zeladora, que cobria a ausência momentânea do porteiro. Ela teria cogitado interfonar para a moradora, mas foi alvo de xingamentos por parte de uma das suspeitas, que se passou por neta da vítima.
“Uma dessas meninas já tratou a zeladora com nervosismo e a xingou. Ela ficou com medo de perder o emprego e acabou liberando a entrada. Quando o porteiro chegou, a zeladora o informou sobre uma ‘situação esquisita’, mas elas já tinham saído com a mala”, disse o delegado Gabriel Monteiro.
Ao deixarem o local, as jovens entraram em um carro conduzido por outro integrante da quadrilha.
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