Renato Gaúcho promete mudar o Vasco e cobra entrega do elenco
Novo treinador assume com discurso forte, cobra dedicação do elenco e coloca o Brasileirão como prioridade na temporada
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Renato Gaúcho foi apresentado oficialmente como novo treinador do Vasco e tratou de dar uma sacudida na equipe logo em sua primeira entrevista no novo cargo. De volta a São Januário após um intervalo de 18 anos ele diz que chega para trabalhar com muito “tesão”.
“Estou com muita vontade e tesão de trabalhar. Gosto do que faço Se não, estaria na minha praia jogando futevôlei e tomando chope. Se agora estou aqui, é porque gosto do que faço”, afirmou o técnico já colocou a mão na massa e comandou o seu primeiro treino no CT Moacyr Barbosa.
Em sua terceira passagem pelo clube dirigiu a equipe entre 2005 e 2006 e depois retornou em 2008, Renato traçou metas para o grupo e colocou o Brasileiro como prioridade durante o seu “mandato”.
“O Vasco tem três competições, mas o Brasileirão é prioridade. Tem a Sul-Americana e a Copa do Brasil e vamos buscando. Vamos tentar andar nas três. Onde o time vai chegar, eu não sei. É difícil para todos”, afirmou.
Com vínculo até o final do ano, o novo treinador disse que o contrato não tem multa rescisória. Aproveitando o contato com os jornalistas, o experiente profissional mandou um recado para torcida e pediu apoio neste novo ciclo.
Na lanterna do Brasileiro com um ponto em quatro rodadas, o time cruzmaltino volta a campo na próxima semana. No dia 12 (quinta-feira), os cariocas buscam seu primeiro triunfo em duelo com o Palmeiras, em São Januário.
Retorno
“Para mim é um prazer enorme estar voltando. Para o treinador é sempre um desafio independente da época. Desafio treinar uma equipe grande como o Vasco, com uma imensa torcida. Vocês veem hoje em dia que o grupo vem sendo criticado, mas é uma vida nova. Vamos fechar o livro, virar a página. Conversei com o Pedrinho, vamos pensar em novos rumos. O Vasco tem uma enorme torcida”.
Vitórias
“O treinador vive de vitórias. Vive de resultados no Brasil. Lá fora muitas vezes os resultados não vêm, mas é mantido. Deus queira que eu permaneça até dezembro e que o clube queira renovar", comentou Renato que disse ter cobrado bastante dedicação do elenco para que os resultados apareçam”.
Torcida
“O reflexo do torcedor é o reflexo do time em campo. A torcida sempre apoiou. Quando você vê uma vaia aqui para o torcedor não está saindo de acordo. Então a entrega é fundamental. Sempre falo para o jogador, se você correr, se entregar, não tem torcida no mundo que vai vaiar. A torcida não vai mais vaiar. Os jogadores que entrarem em campo, eles vão ser muito cobrados, pela entrega em campo. Se o torcedor está vendo o time se entregar, o torcedor vem junto”.
Estreia em São Januário
“Passei a maneira que gosto de trabalhar. Vou exigir bastante entrega em campo. Vocês vão ver a maneira como vão se comportar domingo contra o Palmeiras. Falo do trabalho de hoje para frente. Confio no grupo, não conheço todos os jogadores, mas boa parte. No momento que colocarmos em prática o que eu e os auxiliares queremos, temos certeza que vai ser outro time. Conto que o torcedor vai continuar apoiando mais do que nunca porque vão ver a entrega dentro de campo”.
Atacantes
“O futebol brasileiro carece de jogadores decisivos. Quando se tem um Palmeiras, um Flamengo, um Cruzeiro, clubes que a parte financeira é muito boa, eles têm condições de buscar jogadores acima da média. Se olhar em um total do futebol brasileiro, a maioria desses clubes necessitam desses jogadores na frente. Não é só o Vasco.
Temos os jogadores daqui e vou trabalhar bastante eles. Futebol é bola na rede, e precisamos desses jogadores decisivos. É um problema do futebol brasileiro. Às vezes, até na Seleção Brasileira. Vamos botar para cima, ensinar e aperfeiçoar nos treinamentos”
Coutinho
“Sou muito admirador do Coutinho. Eu trouxe ele aqui (ao time profissional). Sou admirador. Não sei o que aconteceu, então não toquei no assunto com o presidente Pedrinho”.
Venda SAF
“SAF não é problema meu. É problema do presidente, da diretoria. Nem sei se estão negociando. Meu contrato conversei com muitas pessoas. Muitas pessoas acham que sou brigado com Amodeu, mas muito pelo contrário. Tive uma discussão com ele no Grêmio, mas somos amigos. Esta semana conversei com ele, trabalhamos todos os dias”.
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