Nem o impedimento semiautomático acaba com as reclamações no futebol brasileiro
Impedimento semiautomático valida dois gols, anula outros dois e já vira alvo de discussões em sua estreia no campeonato
A estreia do impedimento semiautomático durante a 20ª rodada do Brasileirão, marcou um novo capítulo na arbitragem nacional. Implantada pela CBF para tornar as marcações de impedimento mais rápidas e precisas, a tecnologia participou diretamente de quatro jogos em seu primeiro fim de semana de uso e teve tempo médio de checagem de apenas 47 segundos.
Ao mesmo tempo em que foi elogiada pelo ganho de agilidade, a tecnologia também passou a ser alvo de questionamentos de torcedores e especialistas.
O primeiro teste aconteceu no empate por 2 a 2 entre Santos e Chapecoense. O sistema validou o gol de Marcinho após confirmar, por meio da reconstrução tridimensional, que Giovanni Augusto estava em posição legal no momento do passe. A análise durou 48 segundos. No domingo, a tecnologia voltou a ser acionada em Flamengo x São Paulo, Bahia x Corinthians e Remo x Vitória/BA.
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Na Fonte Nova, o recurso anulou o gol de Alejo Véliz ao identificar que Erick Pulga estava com a ponta do pé à frente da linha defensiva na origem da jogada. Já no Mangueirão, confirmou o segundo gol do Remo em 62 segundos.
O lance de maior repercussão ocorreu no Maracanã. Aos 45 minutos do segundo tempo, Samuel Lino marcou o que seria o gol da vitória do Flamengo sobre o São Paulo, mas o impedimento semiautomático detectou que Wallace Yan, participante da jogada, estava alguns centímetros à frente da defesa. O gol foi anulado após revisão de 64 segundos.
Apesar da rapidez, a forma como as imagens foram apresentadas gerou críticas. Nas redes sociais, torcedores reclamaram que apenas a reconstrução em três dimensões foi exibida, sem o momento exato em que a bola deixa o pé do jogador responsável pelo passe.
Gabriel Sade, torcedor do Flamengo, questionou a imagem mostrada na transmissão. “Uma vergonha anular um gol por milímetros, se a hora que detectam o passe pode não ser precisa”.
O ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho também reprovou o sistema. “A CBF comprou um software de impedimento semiautomático incompleto. O momento do passe, que é o mais importante da regra, não está sendo mostrado. Vai criar sempre discussão”, publicou.
Diante da repercussão, a CBF decidiu promover um ajuste e passará a exibir também o instante do passe nas revisões, assim que as adequações técnicas forem concluídas. A tecnologia seguirá em todas as partidas da Série A .
LANCES COM USO DO SEMIAUTOMÁTICO
Wallace Yan estava impedido e o gol de Samuel Lino foi anulado.
Giovanni Augusto estava em posição legal e o gol foi validado.
Erick Pulga ficou em posição irregular e o gol do Bahia foi anulado.
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