Trajetória que coleciona medalhas e quilômetros
Moradora de Vila Velha, aposentada mantém rotina intensa de treinos e participa da Corrida Tribuna desde 2011
Aos 75 anos, Léa Medina, conhecida como “Leinha”, prova que disposição não tem idade. Moradora da Praia da Costa, em Vila Velha, a aposentada se prepara para disputar, no dia 22 de novembro, mais uma edição da Corrida Tribuna Ruas da Cidade, prova da qual guarda 16 medalhas de participação e premiação.
A relação de Léa com a corrida começou ainda na juventude, quando praticava o esporte ao lado do marido. Depois, os dois precisaram interromper a atividade por causa de lesões.
Anos mais tarde, em 2011, ela reencontrou a corrida ao entrar na academia, onde passou a frequentar aulas da modalidade. Não demorou para que as corridas de rua se tornassem parte da rotina.
A primeira experiência em uma prova veio naquele mesmo ano, em uma corrida noturna realizada na Praia da Costa. Léa surpreendeu a si mesma ao terminar em primeiro lugar. Nem sequer ficou para receber o prêmio, já que não esperava vencer. A partir dali, a lista de provas só cresceu.
Léa já participou 11 vezes da Corrida da Garoto, disputou a Meia Maratona de Florianópolis e, no próximo dia 6 de dezembro, pretende encarar os 18 km da Volta da Pampulha. Na Corrida Tribuna, ela também acumula uma longa história. Não sabe precisar quantas edições disputou, mas conta que já reuniu 16 medalhas, entre as de participação e pódios.
“Eu me sinto super bem, graças a Deus. Não me lesiono, porque, para mim, o importante é chegar e chegar bem. Não fico preocupada em diminuir o pace, fico preocupada em chegar bem, chegar inteira. No dia seguinte da corrida, vou à academia, treino normal, sem dores, sem lesões. Mas eu me cuido muito. Faço fortalecimento, tenho personal todos os dias da semana e faço atividades de fortalecimento específicas para corrida”, conta Leinha.
Neste ano, mais uma vez, estará nos 10 km. A distância é a preferida da aposentada, que encara a prova sem a obsessão de reduzir o pace. Para ela, o mais importante é completar o percurso bem, inteira e sem parar.
“A cabeça que manda. Só dou uma paradinha quando vou tomar água, porque tomar água correndo eu costumo engasgar. Então tomo a água e retomo rapidinho”.
Na Tribuna, ela espera novamente desfrutar do percurso, especialmente da região da Beira-Mar. “Antigamente, a prova era lá no Centro, agora passou para a Praça do Papa. Ficou legal. Eu gosto muito de correr na Beira-Mar, é bem fresca”.
Aos 75 anos, Léa segue colecionando quilômetros, medalhas e histórias, e mostrando que a vontade de correr não envelhece.
Rotina diária que começa antes do amanhecer
Acordar às 4h30 e chegar à academia uma hora depois faz parte da rotina de Leinha. Aos 75 anos, a moradora da Praia da Costa, em Vila Velha, mantém uma programação de exercícios durante toda a semana para seguir participando de corridas de rua, como a Corrida Tribuna.
Às segundas, quartas e sextas, ela faz treino de pernas com personal e depois participa de uma aula de spinning. Às terças e quintas, corre na esteira, treina membros superiores e aula de abdominal.
“No final de semana é que eu corro no calçadão. Moro perto do shopping, mas vou de carro até a curva dos pescadores, porque aqui na Praia da Costa o calçadão é muito irregular, todo cheio de altinhos, e eu tenho medo de tropeçar. Lá, como o calçadão é liso, prefiro correr e vou até a Ponte da Madalena e volto. Às vezes dá 15km, às vezes dá 12km, dependendo de onde eu saio”, revela Leinha.
A rotina também ajuda a explicar como Léa consegue manter a regularidade e evitar lesões. Ela faz fortalecimento específico para a corrida e conta com acompanhamento profissional. O objetivo não é competir com o relógio, mas preservar a disposição para continuar correndo.
Durante as provas, a experiência também rende histórias. Em uma de suas últimas corridas, um corredor mais jovem brincou que tentava ultrapassá-la havia algum tempo. Ao descobrir que Léa tinha 75 anos, desistiu da disputa.
“Acontecem umas coisas muito engraçadas durante a corrida. De vez em quando, eu me divirto. Teve um dia que eu estava ultrapassando um rapaz, aí alguém gritou assim: Corre, fulano, tem uma velha te ultrapassando. Eu me divirto, morro de rir”, disse Leinha.
Mais do que os resultados, são esses momentos que ajudam a explicar por que ela continua. Léa prefere correr sozinha para respeitar o próprio ritmo e ajustar o esforço de acordo com o que sente naquele dia.
Quem é ela?
Leinha Medina
Tem 75 anos, é aposentada, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, mas mora em Vila Velha desde 1973.
Treina na academia de segunda a sexta-feira e corre no calçadão de Vila Velha aos finais de semana.
Já participu de diversas corridas, meia-maratonas e é figurinha caribada na Corrida Tribuna Ruas da Cidade - prova que já possui 16 medalhas.
Além da corrida Tribuna, ela se prepara para correr a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, com percurso de 18 km, em dezembro,
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