Após bariátrica, bancária descobre paixão pela corrida aos 44 anos
Cada vez mais focada em exercícios, Flávia Contarato estreia na prova depois de superar obesidade e perder 75 kg
Aos 44 anos, a capixaba Flávia descobriu recentemente uma paixão que mudou sua rotina: a corrida. Moradora de Vitória e bancária, ela começou a se aproximar do esporte depois de passar por uma cirurgia bariátrica e, hoje, mantém uma rotina diária de atividades físicas. A próxima meta é participar pela primeira vez da Corrida Tribuna Ruas da Cidade, que acontece no dia 22 de novembro.
Flávia realizou a cirurgia há quase dois anos. Na época, pesava 148 quilos. Depois do procedimento, passou cerca de um ano até começar a praticar exercícios. O primeiro passo foi dado na canoa havaiana, em dezembro do ano passado. Em janeiro deste ano, veio a academia. Depois, as caminhadas no calçadão e, mais recentemente, os primeiros trotes.
“Até então eu era sedentária, não gostava de fazer nada. Aí comecei na canoa e fiquei apaixonada. Depois comecei na academia. Mais para junho ou julho, comecei a caminhar no calçadão. E tem uns dois meses que comecei a dar uns trotezinhos também. Fiquei apaixonada”, conta.
A relação com as corridas de rua também começou de forma espontânea. Enquanto caminhava no calçadão, Flávia passou a observar os participantes das provas e se interessou pela atmosfera dos eventos.
Até agora, já participou de duas competições: uma corrida de 5 km no Circuito das Estações e uma caminhada de 3 km na primeira corrida da HPM. Na primeira prova de 5 km, completou o percurso em 48 minutos. O resultado, porém, é apenas parte da experiência para ela.
“Eu acho que isso, quando o pessoal brinca no Instagram que é pirâmide, que vicia, eu acho que isso é muito sério. Eu já volto de uma corrida e já estou inscrita em três corridas. Além da Tribuna, tem mais duas nas quais já estou inscrita. Eu estou apaixonada”, afirma.
Atualmente, Flávia está com 73 quilos e destaca que a principal mudança está na possibilidade de realizar atividades que antes eram difíceis. Para ela, o esporte passou a representar autonomia e qualidade de vida.
“O fato de eu fazer coisas que antes eu não conseguia fazer, coisas básicas, coisas simples, me deixou em um estado de felicidade muito grande”, relata.
A experiência também trouxe mudanças na rotina e na percepção que Flávia tem sobre si mesma. “Só o fato de eu estar conseguindo fazer essas coisas está me dando uma alegria de viver. Eu já era muito feliz, já era muito alegre, mesmo com todas as minhas limitações. Mas hoje é uma alegria, uma felicidade que não tem tamanho”, concluiu.
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