Grupo H: chave em que os países favoritos falam espanhol
Com três títulos mundiais somados, Espanha e Uruguai são favoritos, enquanto Arábia Saudita e Cabo Verde correm por fora
O Grupo H da Copa do Mundo reúne tradição, talento e um traço em comum entre seus principais candidatos à classificação: o idioma espanhol. Donas de três títulos mundiais somados e de forte tradição no cenário internacional, Espanha e Uruguai chegam à América do Norte como as principais forças da chave e fazem com que o favoritismo “hable” espanhol. Azarões, Arábia Saudita e Cabo Verde tentam desafiar as previsões.
A principal força do grupo é a Espanha. Campeã mundial em 2010 e vencedora da Eurocopa mais recente, a seleção comandada por Luis de la Fuente chega aos Estados Unidos, México e Canadá embalada por um ciclo extremamente consistente.
Com apenas duas derrotas em 39 partidas, a Fúria combina a experiência de Rodri, considerado um dos melhores meio-campistas do mundo, com a juventude de uma geração talentosa liderada pela estrela de Lamine Yamal, atacante do Barcelona, de 18 anos.
O principal adversário espanhol deve ser o Uruguai. Bicampeã mundial, a Celeste vive uma fase de transição após o encerramento da era formada por Luis Suárez e Edinson Cavani.
Sob o comando de Marcelo Bielsa, os uruguaios alternaram bons e maus momentos ao longo do ciclo, mas seguem competitivos graças à qualidade de jogadores como Federico Valverde, Darwin Núñez, Ronald Araújo e De Arrascaeta.
Correndo por fora, a Arábia Saudita tenta provar que o crescimento do futebol local também pode se refletir na seleção nacional.
A histórica vitória sobre a Argentina em 2022 continua como referência, mas os sauditas ainda buscam maior regularidade em competições internacionais. Liderada por Salem Al Dawsari, a equipe aposta na experiência de jogadores dos principais clubes do país para tentar incomodar os favoritos.
Já Cabo Verde chega para viver um momento histórico. Estreante em Copas do Mundo, a seleção africana conquistou a vaga após eliminar concorrentes tradicionais e consolidar a evolução iniciada nos últimos anos. Com Ryan Mendes como principal referência técnica e emocional, os Tubarões Azuis carregam o papel de azarão, mas demonstraram nas eliminatórias que possuem organização.
Espanha
Potência renovada
Principal favorita do Grupo H, a Espanha chega à Copa do Mundo embalada por um dos ciclos mais consistentes entre todas as seleções participantes. Campeã da Eurocopa e vice da Liga das Nações, a equipe de Luis de la Fuente alia posse de bola, intensidade e uma geração talentosa.
O meio-campo é o principal ponto forte da Fúria. Rodri, peça fundamental do Manchester City, dita o ritmo da equipe e oferece equilíbrio entre defesa e ataque, enquanto Pedri acrescenta criatividade e qualidade na construção das jogadas.
No setor ofensivo, Lamine Yamal é o grande nome da nova geração espanhola. Aos 18 anos, o atacante do Barcelona chega ao torneio cercado de expectativas após mais uma temporada de alto nível, sendo capaz de decidir partidas mesmo contra adversários de elite.
Além dos destaques individuais, a Espanha possui um elenco profundo, com opções de qualidade em praticamente todas as posições. A ausência de jogadores do Real Madrid na convocação chamou atenção, mas não compromete a força coletiva de uma seleção que perdeu apenas duas vezes em 39 partidas durante o ciclo.
Uruguai
Nova era uruguaia
O Uruguai inicia uma nova era sem Luis Suárez e Edinson Cavani, mas continua sendo uma das seleções mais respeitadas do futebol mundial.
Sob o comando de Marcelo Bielsa, a Celeste alternou bons e maus momentos durante o ciclo, porém manteve competitividade contra adversários de alto nível, mesmo com um sistema difícil de entender.
Federico Valverde é a principal referência técnica da equipe, que ainda conta com nomes importantes como Darwin Núñez, Ronald Araújo e Arrascaeta.
Apesar da irregularidade recente, a tradição uruguaia em Copas e a qualidade individual do elenco colocam o país como um dos favoritos à classificação e principal concorrente da Espanha pela liderança. É a chance de ver Bielsa fazer as pazes com a Copa do Mundo, da qual nunca passou das oitavas.
Arábia Saudita
Sauditas querem mais
A Arábia Saudita chega à terceira Copa do Mundo consecutiva tentando consolidar a evolução do futebol local. O país investiu pesadamente na liga nacional nos últimos anos e busca transformar esse crescimento em resultados internacionais mais expressivos. A seleção ainda está abaixo das principais forças da Ásia, mas possui um elenco experiente e acostumado a atuar junto.
Salem Al Dawsari segue como principal nome da equipe e símbolo da histórica vitória sobre a Argentina em 2022. Com 34 anos, o atleta é convocado regularmente desde 2012 e recebeu o prêmio de melhor jogador asiático do mundo em 2023, além de ter participado das últimas duas Copas.
Embora não seja favorita, a seleção saudita tem condições de competir por pontos importantes e pode complicar a vida dos candidatos à classificação.
Cabo Verde
Estreante ousado
Estreante em Copas do Mundo, Cabo Verde representa uma das histórias mais marcantes da edição de 2026. A classificação inédita foi consequência de um trabalho consistente conduzido por Pedro Bubista, responsável por elevar o nível competitivo da seleção nos últimos anos.
Mesmo sem estrelas internacionais de grande repercussão, a equipe se destaca pela organização tática, disciplina defensiva e espírito coletivo. Ryan Mendes, maior artilheiro da história do país, lidera um grupo que já mostrou capacidade para superar adversários mais tradicionais.
Azarão da chave, Cabo Verde chega sem pressão, mas com potencial para surpreender e sonhar com uma campanha histórica.
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