Laser ou radiofrequência: entenda qual escolher para a pele
Dermatologista Karina Mazzini explica diferenças entre os dois métodos e quando a combinação é a melhor estratégia para resultados naturais
Siga o Tribuna Online no Google
Laser e radiofrequência são populares na dermatologia estética, mas muitas vezes confundidos pelos pacientes. Apesar de ambos serem eficazes, os dois métodos têm propostas diferentes e indicações específicas. A dermatologista Karina Mazzini explica que o laser atua por feixes de luz em alvos específicos da pele, enquanto a radiofrequência emite calor controlado nas camadas profundas. A combinação dos dois, quando bem planejada, pode potencializar os resultados.
Laser atua na superfície e qualidade da pele
O laser atua por meio de feixes de luz que atingem alvos específicos na pele, como pigmentos ou água presente nos tecidos. Por isso, ele costuma ser indicado para tratar manchas, casos de melasma, vasinhos, poros aparentes, irregularidades na textura da pele e cicatrizes de acne.
"Dependendo da tecnologia e da intensidade, o laser também pode estimular a renovação celular e suavizar linhas finas", comenta Karina Mazzini.
Radiofrequência age na profundidade e na firmeza
A radiofrequência segue outro caminho: emite energia térmica que aquece de forma controlada as camadas mais profundas da pele. Esse aquecimento provoca a contração das fibras já existentes e estimula a produção de colágeno. É mais indicada para casos de flacidez, perda de firmeza e melhora do contorno facial.
"Na prática, isso significa que o laser costuma atuar mais na superfície e na qualidade da pele, enquanto a radiofrequência trabalha a sustentação e a estrutura", destaca Karina.
Entenda as diferenças entre laser e radiofrequência
• Laser: feixes de luz em alvos específicos | Radiofrequência: calor controlado nas camadas profundas
• Laser: atua na superfície e qualidade da pele | Radiofrequência: age na sustentação e firmeza
• Laser indicado para: manchas, melasma, vasinhos, poros, textura irregular, cicatrizes
• Radiofrequência indicada para: flacidez, perda de firmeza, contorno facial
• Efeito do laser: renovação celular, pele mais uniforme | Efeito da RF: estímulo ao colágeno, efeito lifting
• Podem ser combinados: atuam em camadas diferentes e se complementam
Combinação dos dois potencializa resultados
A escolha entre um e outro não precisa ser excludente. A associação das duas tecnologias já faz parte de protocolos modernos.
"Como atuam em camadas diferentes e por mecanismos distintos, elas podem se complementar e potencializar resultados. Ainda assim, essa combinação deve ser feita com critério, levando em conta o tipo de pele, a queixa principal e o momento de cada paciente. Nem sempre intensificar procedimentos é o melhor caminho", orienta Karina.
"Em alguns casos, o laser será mais adequado; em outros, a radiofrequência tende a oferecer melhores resultados. E há situações em que a combinação bem planejada das duas é a estratégia mais eficaz", afirma.
A médica ressalta que, na dermatologia estética atual, o foco está em respeitar a fisiologia da pele e entregar resultados naturais, progressivos e seguros.
Comentários