Romantismo suingado e delicioso no primeiro álbum de Brunu Chico
Em 'D de Delícia', instrumentista mistura black music, ritmos brasileiros e romantismo para afirmar sua identidade e origem na periferia de Vitória
Suingado, romântico e delicioso! Essas são as percepções causadas aos que topam provar “D de Delícia”, 1º álbum do multi-instrumentista capixaba Brunu Chico.
O título, aliás, veio já com o trabalho finalizado, quando a produtora Rayane Loyola, do selo musical Megalomania, ouviu o resultado e definiu o trabalho como “uma delícia”, fazendo referência ao verso da faixa “Vitamina D”.
O projeto é, sobretudo, um disco de identidade. As canções passeiam por um enorme leque de referências da black music, além de incorporar elementos da música brasileira e de ritmos regionais.
A regionalidade aparece em “Que Cheiro Doce”, composta com Xavier Lucas e que possui uma levada de carimbó, tendo por inspiração a cantora paraense Dona Onete. O artista também mergulha no city pop, na soul music e no gospel, de onde vêm, entre instrumentos de sopro e muitas vozes.
“A Rua Mais Linda da América do Sul” é a música foco do álbum. “Ela revela meu orgulho de ser cria da periferia de Vitória. Além disso, a letra exalta a nossa identidade latino-americana”, conta ao AT2.
Outras três faixas serão trabalhadas: as já citadas “Vitamina D” e “Que Cheiro Doce”, além de “Beleléu das Ideia”, que narra uma história inusitada vivida por ele.
“Perdi o celular no meio do Carnaval e, ao mesmo tempo, vivi um romance, um encontro singular, que resultou nesta linda declaração. Minha intenção era mostrar como a vida traz, simultaneamente, desafios e acalantos”.
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