Angelina Jolie em drama sobre vidas entrelaçadas
Filme aposta no realismo para retratar histórias paralelas de três mulheres marcadas por desafios pessoais
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A jovem maquiadora Angèle, papel de Ella Rumpf, escreve um livro e o envia a um consultor, que lhe faz reparos. Diz que o livro tem momentos monótonos, que precisa reescrever e tal. A moça responde a si mesma que escreve o que acontece, o que é real, porque quer fixar as coisas antes que desapareçam.
Isso é um momento bem rápido de “Vidas Entrelaçadas”, mas é decisivo, porque resume uma parte grande, talvez a mais relevante, do cinema francês desde, pelo menos, a década de 1960 – o real é mais importante do que a intriga criada.
Dito isso, o filme cuida de três vidas que, a rigor, nem se entrelaçam. Aliás, é tolo o título brasileiro, “Vidas Entrelaçadas”, criado para traduzir o original “Couture” ou “costura”.
Além de Angèle, vemos Ada, papel de Anyier Anei, uma jovem estudante de Farmácia sudanesa que sai do Quênia e chega a Paris como uma futura sensação da moda. A outra é Maxine, vivida por Angelina Jolie, uma cineasta americana que chega a Paris para fazer um clipe de horror, antes de voltar ao seu país, onde pretende realizar um longa.
A diretora descobre, no entanto, que tem câncer em um dos seios. Já Ada enfrenta os problemas do noviciado, como descobrir que o quarto reservado para ela já está ocupado por outra modelo.
Esses são os eixos principais da intriga. E, quanto ao realismo da coisa, lembremos, para começar, que Angelina Jolie retirou as mamas, 13 anos atrás, após descobrir uma mutação genética que elevava o risco de câncer. É, então, um filme extremamente pessoal – não por acaso, ela também é produtora.
No fim, “Vidas Entrelaçadas” se divide entre as três mulheres e as figuras que gravitam em torno delas, mas essas vidas não se cruzam. O câncer, a estreia, o livro – o problema de cada uma tem que ser vivido por si mesma.
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