Empresas vão construir quatro usinas de energia e abrir 1.600 empregos
Ao todo no país, 100 empreendimentos devem movimentar R$ 64,5 bilhões em investimentos até 2031
Siga o Tribuna Online no Google
O maior leilão de energia da história do Brasil garantiu a contratação de 19 gigawatts (GW), ampliando em cerca de 10% a capacidade de fornecimento no País. Ao todo, 100 empreendimentos — entre novos projetos e contratos renovados — devem movimentar R$ 64,5 bilhões em investimentos até 2031.
Com investimentos previstos de R$ 4 bilhões, quatro novas usinas termelétricas serão construídas no Espírito Santo, sendo duas em São Mateus e duas em Presidente Kennedy, no Norte e Sul do Estado, respectivamente.
Juntas, devem abrir mais de 1.600 empregos diretos durante a fase de construção, de acordo com o especialista em energia Carlos Sena, diretor de Inovação e Energia do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC).
Os maiores ganhos de potência serão no Sul do Estado. Segundo a Eneva, maior operadora termelétrica do País, o Hub Sudeste será formado pelas UTE Porto Norte Fluminense II B, UTE Presidente Kennedy, UTE Presidente Kennedy I e UTE Jandaia I.
O gás natural para atendimento à usina será suprido por um novo terminal de GNL, a ser desenvolvido pela companhia. O compromisso de venda de potência é de 1.093,5 MW, pelo prazo de 15 anos, com receita fixa anual de R$ 2.436.074.722,82.
Sobre os empregos, Carlos Sena detalhou: “Nas obras de Presidente Kennedy, devem ser abertos cerca de 1.000 postos de trabalho diretos. Em São Mateus, aproximadamente 400 postos durante a construção”.
Já na fase de operação, segundo ele, serão aproximadamente 200 postos em Presidente Kennedy e cerca de 90 em São Mateus.
Ele também explicou o perfil das vagas: “Você tem de tudo: serventes, pedreiros, eletricistas, técnicos, vigilantes, engenheiros, até profissionais altamente qualificados, com salário que podem ser superiores a R$ 10 mil, além de benefícios que esses profissionais recebem”, destacou Carlos Sena.
O leilão também permitiu a renovação de contratos da Eneva por mais 10 anos: Luiz Oscar Rodrigues de Melo, em Linhares, com 240 megawatts; Povoação I, Linhares, com 74,9 megawatts; e Viana I, com 37,4 megawatts.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Ampliação da produção de energia
Com investimentos bilionários e potencial para impulsionar o crescimento econômico, a chegada de novas usinas vai ampliar a capacidade de geração de energia no Estado.
Hoje, o Espírito Santo ainda não é autossuficiente em energia e produz apenas uma parte do que consome – menos de 10% –, e, segundo Celso Guerra, subsecretário de Estado de Desenvolvimento Regional, cada novo empreendimento representa um avanço importante rumo à autossuficiência e à segurança energética.
“A energia elétrica é fundamental para tudo. Para qualquer processo de desenvolvimento, especialmente industrial, é indispensável garantir oferta estável e segura. Por isso, a ampliação da capacidade instalada é vista como estratégica para garantir segurança energética e reduzir o risco de apagões em caso de falhas no sistema nacional”.
Além disso, ele cita que a chegada de novas usinas de energia deve fortalecer o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo e colocar o Estado em posição de destaque no cenário nacional.
“Mesmo representando cerca de 2% da economia brasileira, o Estado deve concentrar uma fatia bem maior dos investimentos do setor, indicando um ritmo de expansão acima da média do País”.
Ao mesmo tempo, Celso Guerra falou sobre a atração de novos investimentos. “Com mais energia disponível, o Estado amplia suas chances de atrair indústrias, especialmente em setores como metalurgia, siderurgia, química e petroquímica.
Por fim, ele destaca que os investimentos em Presidente Kennedy vão contribuir para mitigar o desequilíbrio de atratividade de investimentos, levando mais competitividade para o Sul do Estado, gerando empregos diretos e indiretos.
Comentários