Mais empresários estão confiantes e querem investir, revela estudo
Índice de confiança do comércio supera média nacional, lojistas ampliam negócios e intenção de contratar cresce no Espírito Santo
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A confiança dos empresários do comércio capixaba segue em alta e vem acompanhada de maior disposição para investir e expandir negócios.
Em março de 2026, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 109,9 pontos, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado e acima da zona de satisfação desde junho de 2025. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, da Federação do Comércio do Espírito Santo.
Os resultados superam o desempenho nacional e de outros estados do Sudeste. Na avaliação do presidente da Associação dos Comerciantes da Praia do Canto, em Vitória, e proprietário da loja Maison Libanesa Homem, César Saade, o cenário reforça o otimismo do setor.
“Estamos otimistas porque o Espírito Santo está vivendo um momento muito especial. Está dissociado do momento econômico do Brasil. Temos governança, contas em dia e muitos investimentos em infraestrutura, o que gera renda, emprego e reflete no comércio”.
Entre os componentes do índice, o subíndice de expectativas futuras chegou a 133,8 pontos, com avanço anual de 10,6%, impulsionado principalmente pela melhora na percepção da economia. A confiança no setor e nas próprias empresas também cresceu, com destaque para este último, com 149 pontos — o maior entre os subíndices.
As intenções de investimento seguem em patamar elevado, com 112,8 pontos. A intenção de contratação segue como um dos principais motores, alta de 16,9% ante ao ano anterior. Segundo Saade, a confiança já se reflete nas decisões práticas dos lojistas.
“Hoje não há imóvel comercial disponível na Praia do Canto. Os lojistas estão prevendo investir. Nós mesmos mudamos para uma loja maior, com ampliação e modernização, justamente pensando em colher os frutos”, relata. Para os próximos meses, a tendência é de crescimento moderado.
Impulso de outras regiões
O bom momento do comércio no Espírito Santo também é impulsionado por vetores que vão além dos grandes centros urbanos. Fora da Grande Vitória, a atividade econômica tem ganhado força, especialmente com o desempenho da agricultura, puxado pelos preços do café e pela expansão de polos industriais e logísticos.
Segundo o empresário José Carlos Bergamin, esse movimento tem ampliado a participação das cidades do interior nos resultados do comércio e dos serviços. “Contamos com o interior do Estado muito aquecido, especialmente pela agricultura, pelo preço do café, além do crescimento dos polos industriais ao longo da BR-101 e das atividades portuárias”, afirma.
Ele diz que esse cenário cria um efeito multiplicador na economia.
Entenda
Confiança segue elevada
- O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 109,9 pontos em março de 2026, com crescimento de 8,6% na comparação anual.
- O indicador segue acima da zona de satisfação desde junho de 2025. No Brasil, a alta foi de 4,9% no mesmo período, abaixo do desempenho capixaba, que lidera entre os estados do Sudeste.
Expectativas em destaque
- O subíndice de expectativas futuras atingiu 133,8 pontos, avançando 10,6% em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pela melhora na percepção econômica.
- A avaliação da economia chegou a 118,8 pontos, com alta de 2,6% no mês e 15,7% no ano, reforçando o ambiente mais positivo.
Confiança nas empresas
- A confiança dos empresários em seus próprios negócios alcançou 149 pontos, o maior nível entre os subíndices. O indicador subiu 1% no mês e 6,2% no acumulado anual.
- Esse resultado demonstra maior segurança para decisões estratégicas no curto e médio prazo.
Ritmo de investimentos
- As intenções de investimento registraram 112,8 pontos, com leve recuo de 0,7% no mês, mas crescimento de 8% na comparação anual.
- A intenção de contratação de funcionários avançou 0,9% no mês e 16,9% no ano, indicando aquecimento no mercado de trabalho.
- Empresas com mais de 50 funcionários tiveram papel relevante no resultado, com crescimento de 39,9% nas condições atuais.
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