ES já negocia com 16 empresas do setor automotivo
Chegada da GWM abre oportunidades em moradia, mobilidade, baterias, carregadores e fornecedores, além da cadeia de veículos
O Espírito Santo negocia com 16 empresas do setor automotivo a instalação de operações atraídas pelo novo polo industrial que começa a se formar com a chegada da fábrica da Great Wall Motor (GWM) a Aracruz.
Ao todo, a Nova ES acompanha 26 projetos em negociação com 21 empresas. Desse total, 20 são ligados ao setor automotivo e envolvem 16 companhias.
Os outros seis estão relacionados a negócios que podem surgir no entorno do novo polo, como habitação, mobilidade, baterias, carregadores, fornecedores e áreas destinadas a empresas que atendem diretamente a indústria.
Os dados foram apresentados pela diretora-presidente da Nova ES, Patrícia Gouvêa, no Fórum de Desenvolvimento Econômico do Lide ES, em Vitória.
Segundo Patrícia, esse movimento representa uma “segunda onda” de investimentos. A lógica é que a chegada de uma grande empresa-âncora, como a GWM, não movimente apenas sua cadeia direta de fornecedores e prestadores de serviços, mas também crie novas demandas na região.
“Quando a GWM anuncia que vem para o Espírito Santo, o que gera de oportunidade não está limitado à cadeia de produção direta dela, aos fornecedores daquela indústria ou aos serviços que vão prestar serviço para eles. Gera também oportunidades no território”, afirmou.
Ela citou como exemplos a necessidade de moradia, comércio, mobilidade e infraestrutura para atender trabalhadores e famílias que podem se mudar para a região.
Para a executiva, esse efeito pode ajudar a formar uma nova plataforma industrial no Espírito Santo.
Ela explicou que a atração de investimentos costuma envolver um processo longo de avaliação e que a Nova ES atua para reduzir esse tempo, apresentando aos investidores as condições do Espírito Santo para receber e expandir negócios.
Fatores
Entre os fatores analisados pelas empresas estão mercado, logística, infraestrutura, custo de capital e disponibilidade de profissionais. Patrícia acrescentou que previsibilidade e capacidade de execução também pesam na decisão.
A própria GWM foi citada como exemplo. Segundo ela, a montadora levou em conta o histórico de solidez fiscal e o ambiente de negócios do Espírito Santo ao avaliar o Estado para o projeto.
Patrícia ressaltou ainda que a movimentação não se limita ao setor automotivo. Logística, indústria, mineração, siderurgia e petróleo e gás também concentram oportunidades de expansão e novos investimentos no Espírito Santo.
Mais uma cidade no ParkLog ES
Baixo Guandu passou a integrar o Parklog ES e se tornou o 12º município do projeto, ampliando o eixo logístico que liga a região portuária de Aracruz ao interior do Espírito Santo e à divisa com Minas Gerais.
Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, a entrada do município completa um corredor estratégico formado também por Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.
Salume destacou a posição de Baixo Guandu, com acesso à BR-259 e conexão com Minas Gerais. Para ele, a consolidação desse corredor é resultado de investimentos em infraestrutura realizados ao longo de mais de duas décadas.
A estratégia, segundo o secretário, envolve portos, rodovias, aeroportos e projetos ferroviários.
Ele também defende integrar os terminais capixabas em um “arco logístico” e ampliar a conexão do Espírito Santo com Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
Entenda
O Parklog ES
- Reúne municípios em um eixo logístico que liga a região portuária de Aracruz ao interior do Espírito Santo e à divisa com Minas Gerais.
- Com a entrada de Baixo Guandu, o projeto passou a contar com 12 municípios participantes.
- Fazem parte do Parklog ES: Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.
- Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, Baixo Guandu completa o corredor estratégico por sua localização e pelo acesso à BR-259, reforçando a ligação logística com Minas Gerais.
Integração
- A proposta está associada à integração de diferentes estruturas de infraestrutura, como portos, rodovias, aeroportos e projetos ferroviários.
- Salume também defende a integração dos terminais capixabas em um “arco logístico”, ampliando a conexão do Espírito Santo com Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
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