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CONVERGÊNCIA

Jeito de digitar vira senha: nova fronteira da segurança digital

Alta nas fraudes impulsiona bancos a adotarem biometria comportamental e novas camadas de autenticação digital

Tasso Lugon | 26/02/2026, 12:55 h | Atualizado em 26/02/2026, 12:55
Convergência

Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

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Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital |  Foto: Divulgação

Durante décadas, a senha foi a principal guardiã da nossa vida digital. Simples, barata e universal, ela se tornou padrão global. Mas também mostrou seu lado frágil: fácil de esquecer, vulnerável a ataques e cada vez mais insuficiente diante da sofisticação dos crimes virtuais.

O setor bancário, que lida diariamente com informações sensíveis e bilhões de reais em transações, foi um dos primeiros a perceber que precisava evoluir. Assim vieram a biometria facial, a digital e o reconhecimento de íris.

Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2024, realizada pela Deloitte, 75% dos bancos brasileiros já utilizam biometria facial para identificar clientes. Hoje, 82% dos brasileiros usam algum tipo de autenticação biométrica, seja para acessar aplicativos, autorizar pagamentos ou desbloquear o celular.

A conveniência é evidente. No entanto, a popularização trouxe um efeito colateral: os golpistas também evoluíram. Apenas em janeiro de 2025, o Brasil registrou 1,24 milhão de tentativas de fraude, um aumento de 41,6% em relação ao mesmo mês de 2024, o que equivale a uma tentativa a cada 2,2 segundos. Muitos desses ataques miram justamente sistemas biométricos.

Os casos se multiplicam. Há desde golpes simples, como pedidos de selfie sob falsos pretextos, até o uso de deepfakes para burlar reconhecimento facial e de voz.

Em Santa Catarina, criminosos utilizaram selfies coletadas por um funcionário de telecomunicações para abrir contas fraudulentas. Em Minas Gerais, golpistas se passaram por entregadores para capturar digitais e fotos. O chamado “golpe do dedo de silicone”, feito a partir de moldes de digitais reais, escancarou a necessidade de novas camadas de proteção.

O maior problema da biometria física é que ela não pode ser trocada. Se sua senha vaza, você cria outra. Se sua digital é comprometida, não há substituição possível. Essa limitação abriu espaço para uma tecnologia mais sofisticada: a biometria comportamental.

Em vez de analisar o que você é, ela observa como você age. Sistemas monitoram padrões de digitação, pressão na tela, ritmo dos toques, movimentação do mouse, forma de navegação e até sinais de estresse. É como se cada pessoa tivesse uma “assinatura invisível” ao usar o celular ou o computador.

O mercado acompanha esse movimento. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o setor global de biometria comportamental foi avaliado em US$ 1,06 bilhão em 2020 e deve alcançar US$ 3,91 bilhões até o fim de 2026, com crescimento anual superior a 25%.

A principal vantagem é que a análise ocorre de forma contínua e silenciosa. Enquanto a biometria tradicional valida apenas no momento do login, a comportamental acompanha toda a sessão e identifica anomalias em tempo real, sem criar barreiras adicionais para o usuário legítimo.

No Brasil, grandes bancos já discutem a tecnologia como forma de construir uma visão mais ampla da identidade digital. A lógica é simples: seu padrão de comportamento pode revelar mais do que um documento ou uma foto.

O futuro aponta para autenticação multifator e multicamadas. Biometria física com verificação de vida, análise comportamental, monitoramento de dispositivo, localização e inteligência artificial atuando em conjunto.

Nenhum fator isolado é suficiente. A segurança passa a ser um ecossistema adaptativo, capaz de aprender continuamente.

Vivemos uma espécie de corrida armamentista digital: a cada avanço na proteção, surgem novas tentativas de fraude. Nesse cenário, a capacidade de proteger o cliente sem comprometer a experiência se tornou diferencial competitivo.

No fim das contas, não é apenas sobre tecnologia. É sobre confiança. E, em um mercado financeiro cada vez mais digital, confiança é o ativo que define quem permanece relevante.

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